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O Susto e A Queda em União da Vitória

quinta-feira, abril 22nd, 2010

A segunda feira foi tranquila em Porto Alegre, se compararmos com a gincana para chegar à cidade no domingo, onde estivemos presente na festa do Diário Gaúcho. Foi um dia perambulando pelas rádios e terminando com um ótimo jantar com a galera do Nenhum de Nós. Seguimos em um voo para Curitiba e mais algumas horas de viagem até Porto União. A casa onde tocaríamos nos havia recebido em janeiro de 2008. O palco era pequeno e foi construído uma espécie de “puxadinho”. Entre o final do palco e o público ficavam as caixas de sobgrave, que serviam para amparar os retornos de voz. Entre estas caixas e o palco tinha um vão. Nossos roadies trataram de avisar logo: cuidado com o vão entre o palco e as caixas! Como se eles soubessem o que estava por vir…..
O show foi bom e o público todo cantou a nova música. É legal ver isto. Eu não estava muito bem da voz, fruto ainda da chuva de Fortaleza e da maratona em Porto Alegre no domingo. De todo modo, o show transcorreu bem e a galera estava muito receptiva. Quando terminamos o show, veio o bis e, na hora de Chove Chuva, eu peguei uma garrafinha d’água para jogar no público.
Não me lembrei do vão. Só deu tempo de sentir a queda. Amparei parte dela com o osso da bacia direita. enquanto a perna esquerda desistia de tentar evitar o mergulho. A sorte que dei (e foram várias) começou com o fato do palco ser baixo. Eu caí de uma altura inferior a um metro e meio. Além disso, não havia nenhum objeto cortante naquele vão. Nada que pudesse me fraturar, torcer o pé, ou mesmo cortar. Só ouvi os gritos e avisei a todos que estava bem. Demorei um pouco para retornar ao palco, pois queria ter certeza que não havia acontecido nada. Enquanto isso, a música não parou. Bem humorado, cantei: “hoje eu vou fazer uma prece, pra Deus, Dinho Ouro Preto!”. Inevitável pender nele diante de uma queda no palco. Por sorte não me machuquei. Tratei de descansar bastante ao chegar no hotel e, apesar de ter acordado todo doído, a queda não teve maiores conseqüências. E se lembram das meninas que conheci em Porto União?
Ambas estão lindas e a Luisa, que pinta com os pés, me presenteou com um lindo quadro. Olhem o trabalho dela, que lindo que é! Ver seu desenvolvimento já é um grande presente! E, vendo tudo isso, quem vai pensar em tombo, o quê!

Santa Barbara do Monte Verde e “Um dia no shopping”

sexta-feira, agosto 1st, 2008

Ficamos hospedados em Juiz de Fora para o show de Santa Bárbara do Monte Verde. Hospedados? Digamos que não foi o caso. O hotel era tão simples que ninguém se animou a ficar dentro dos quartos. Pra piorar, tinha uma obra de expansão em pleno andamento. Ninguém conseguiria dormir com as marretadas. O jeito foi procurar algo pra fazer. A poucos metros dali, um moderno shopping nos acenava como um oasis. para chegar nele, uma íngreme subida pela calçada ou um ‘atalho’ pela grama mais íngreme ainda. Claro que a equipe técnica preferiu escalar. O problema foi que eles resolveram na volta descer escorregando. Tipicamente, um quadro do Jackass. O resultado não podia ser outro: o roadie desceu varado e não conseguiu desviar de um cano plantado na grama: um tombo feio, uma ida ao hospital e uns 70 pontos na canela e outros 3 na bunda.

Enquanto isso, Miguel, Coelho e eu decidimos ficar no shopping. Tudo menos o hotel. Por sorte, pegamos uma sessão dupla e ficamos das duas às sete da noite assistindo filmes. Jantamos também por lá e rumamos pra cidade. Uma festa pequena mas com muitos fãs da banda. Uma menina cantou conosco No Mundo da Lua (só pra deixar claro aqui que, sim, eu chamo mulheres ao palco também) e o show transcorreu com alegrias e sem maiores surpresas. Uma garoa cobria a cidade enquanto a gente cantava no palco, com direito a coreografias sacaneando o pobre roadie. A feira tava tão tranqüila que a gente até aproveitou para curti-la. Vaguei pelas barracas em busca de um espetinho de queijo, alguns até arriscaram um forrozinho, mas logo chegou a hora de partir.