Posts Tagged ‘Plebe Rude’

A Maratona de Brasília

domingo, fevereiro 7th, 2010

A Corrida de Reis é notória em Brasília. E lá estávamos nós para fazer o encerramento num ginásio enorme. Saímos cedo de casa e fomos recebidos em um excelente hotel. O problema é que o ar condicionado não funcionava nos quartos. De novo? Na semana anterior, a volta de Turmalina para o Rio foi em 17 horas dentro de um forno de microônibus! Estão de marcação com a gente! Janelas abertas nos quartos não ajudaram muito quando se fala do calor que faz em Brasília nesta época do ano. Um calor seco daqueles que te fazem cuspir em pó. Recebi uns amigos, batemos um papo e logo fomos para a passagem de som. Começamos a testar algumas novidades em Zé Ninguém. Vai ficar legal mas precisamos ensaiar um pouco mais. Também aproveitamos para ensaiar a nova música, para toca-la assim que entrar nas rádios em Fevereiro.
Quando finalmente pisamos no palco para o show, a cena era incrível. Ficava eu me perguntando, como a galera depois de correr tanto ainda teria pique para encarar quase duas horas de show? Bem, acho que eu os subestimei! Tiraram de letra! Arrebentaram, pularam, cantaram muito. Foi um belíssimo show que ainda contou com dois convidados surpresa: O primeiro foi Marceleza, cantor do Maskavo, que nos brindou em Vento Ventania. No bis, tocamos com Philippe Seabra que chegou a mudar a letra de Até Quando Esperar para sacanear os escândalos do “panetone” do governador Arruda no Distrito Federal. Impagável. A galera no show esbanjou saúde. Eu, por outro lado, terminei mortinho!
Se me pedissem para correr depois do show só se fossem cem metros rasos para um sono profundo ;)

Brasília – o show que faltava

domingo, julho 5th, 2009

Tocamos muitas vezes na capital federal, mas nada se comparou a esta noite no Festival de Inverno de Brasília. Isto porque nossas aparições sempre foram em lugares de pequeno e médio porte. Sempre lotado, mas faltava uma apresentação que mostrasse o show do Biquini para as mais de 12 mil pessoas presentes. E o resultado disso foi uma festa inesquecível para nós.
Cheguei tarde, quase às 7 da noite. A banda havia voado mais cedo mas meu filho estava com febre e quis ficar com ele o máximo que podia. Quando finalmente cheguei no hotel, já era hora de sair pro show. Éramos a primeira banda escalada e estava preocupado se o público chegaria a tempo de nos ver. O local parecia vazio, mas fatando 5 minutos para nosso show, uma horda de pessoas apareceu do nada! Foi um show daqueles que, a cada música tocada, o público entendia e participava mais e mais de nossas loucuras. O palco próximo e com boa estrutura e acesso ao público ainda facilitou minhas brincadeiras. A noite ficou mais perfeita ainda com Philippe Seabra, da Plebe Rude, cantando conosco Até Quando Esperar. Já tinha rolado antes em Goiânia, Belo Horizonte, mas desta vez e ele tocou em casa. Mandou um super discurso contra as barbaridades do senado e a galera veio abaixo. Já no bis, um incidente comigo. Me agacho para cantar “Quanto Tempo Demora Um Mês”, bem pertinho do público. Quando retorno ao palco, ouço um rrrrrrrraaaacccc! Era a calça que tinha aberto um rombo. Por sorte, ficou em um lugar pouco visível. Deu até para continuar pelo show sem ninguém perceber. Devido a estrutura do evento, foi muito complicado atender os fãs, mas conseguimos por algum tempo falar com os que furaram as barreiras. Teve de tudo: gente de gravadora, lojistas, amigos, até uma moça que perdeu tudo, até o pivô. Peraí! O pivô??? No entanto, ela, assim como nós, ao final do show, era só sorrisos!!! Obrigado Brasília.

Goiânia e a odisséia da Guitarra Preta

domingo, março 29th, 2009

Eu costumo dizer que não existe show “no papo”. Pode a casa estar cheia, os ingressos esgotados, tudo a favor, mas quem me olhar nos camarins talvez me veja quieto, com ares de cansado (e às vezes estou mesmo), quase melancólico. Não se trata de um ritual, mas eu realmente busco ficar na minha antes. Falar somente o essencial e pensar em como fazer com que o público presente foque o olhar e a atenção para um único lugar assim que o show começa.
Clube Jaó, um público e tanto para ver-nos, expectativa grande. Quinze minutos pra pisarmos no palco, me informam que o telão que havíamos trazido para apresentar nossos convidados do DVD, para o VJ mostrar as novidades, simplesmente não funcionava com nosso equipamento, somente com o computador do próprio telão. O jeito foi usar o que o telão temperamental tinha a oferecer. Olhando os videos que postaram no YouTube, devo dizer que não estavam ruins, mas foi difícil fazer o show com uma espécie de grilo falante, aquele do Pinóquio, dizendo “que show lindo, ah se o telão estivesse funcionando a contento!”. Tinha vezes em que dava vontade de me dar uma martelada na cabeça. Foco, Bruno, foco! Matando o maldito grilo pude me concentrar no show que foi ficando cada vez mais bonito. Goiânia bem que poderia ser palco de um DVD da gente no futuro. Pena que não basta apenas querer, tem que ter muitas outras condições para isso. Outras cidades também moram no nosso coração também e poderiam dar um bom palco para uma gravação: Teresina, Belo Horizonte, Natal, Belém, João Pessoa, Salvador, são tantas que espero poder ter a chance e condição de gravar em cada lugar do país.
O show nesta noite ainda contou com nosso querido Philippe Seabra, cantor da Plebe Rude, que junto conosco fez do bis um momento especialíssimo com Até Quando Esperar e Zé Ninguém, duas músicas de protesto, cada uma com um enfoque, mas ambas com um desejo até hoje não correspondido de que elas no futuro sejam lembradas como algo “nada a ver com o presente”. Após o encerramento, estava eu atendendo os fãs quando alguém me fala do sumiço da guitarra do Coelho. Como assim?
Seguindo a máxima de que um acidente aéreo nunca acontece por um único motivo, vimos que os problemas que geraram o desaparecimento da guitarra tinha a ver com falhas na segurança, organização e até de nossa equipe. Embora tivéssemos tomado todas as precauções, ninguém achou-a. Um gosto amargo após um show tão legal. De manhã cedo, coloquei em blogs, fotologs, twitter, orkut, o aviso, na esperança de alguém saber do paradeiro. Foi então que na segunda feira, recebo um email de uma pessoa representando quem havia levado a guitarra. Dizia que o roubo se deveu por total irresponsabilidade de quem havia bebido muito. Caramba! Fomos roubados por um bebum? As falhas então eram mais graves! Coelho entrou em contato com este representante e juntos chegaram a um acordo. A guitarra foi devolvida numa delegacia. Nosso roadie foi acionado para ir lá e pega-la. Somente com ela em casa é que Coelho decidiu escrever sobre o assunto.

Agradeço muito, mesmo, as mensagens que recebi! Tenho muito carinho por todas as minhas poucas guitarras, e teria sido muito chato perder uma delas.

Para a galera de Goiânia que se disse envergonhada por ter sido lá o ocorrido, quero dizer que isso poderia acontecer em qualquer lugar, e que nada muda todo o carinho que temos por Goiânia, onde somos maravilhosamente bem recebidos.

Um beijo e muito obrigado,

Coelho

Disco da Plebe Rude tem Miguel participando

quinta-feira, setembro 28th, 2006

Miguel tocou orgão no novo disco da Plebe Rude, “R ao contrário”. A participação aconteceu na faixa Catarina que faz parte deste novo disco inteiramente autoral da legendária banda de Brasília. O disco sairá encartado na revista Outra Coisa, que é gerenciada pelo igualmente legendário Lobão.

Novo disco do Zero tem participação de Bruno Gouveia

segunda-feira, dezembro 4th, 2000

Bruno, Philippe Seabra (Plebe Rude) e João Paulo (Rosa Purpura), fizeram backing vocais para a regravação da música “Herois” , a ser lançada no novo disco que marca a volta do grupo Zero em 2001. Afastados desde o fim da década de 80, Guilherme Isnard e Eduardo Amarante estão com a corda toda!

Clash City Rockers

sábado, novembro 18th, 2000

Philippe Seabra, cantor da Plebe Rude organizará no Rio de Janeiro, na Lounge, dia 11/11 mais uma edição do Clash City Rockers, banda que ele montou para prestar homenagens ao grande grupo punk The Clash. Bruno já confirmou presença para cantarem juntos Should I Stay or Should I Go, um de seus maiores clássicos.