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Fortaleza quase dando a luz no palco!

quinta-feira, fevereiro 11th, 2010

Ao chegarmos em Fortaleza, tomei um café da manhã e apaguei até as duas da tarde. Almoçamos e fomos para um longo ensaio no Parque do Cocó onde tocamos músicas que estavam fora do repertório, como Tainted Love e Infinita Highway. Decidiríamos mais tarde quais entrariam. O tempo passou rapidamente para nós e logo estávamos de volta ao parque, desta vez para atacar.
A multidão presente era ainda maior que a do ano passado. Um show que foi ótimo e que agora nos cobrava um melhor ainda. Na primeira fila, fã-clubes uniformizados e cheios de mensagens carinhosas.
Tão logo pisei no palco, senti o pé esquerdo. Não sabia o que era, parecia uma torção, mas apenas incomodava. Com o passar do tempo, o incômodo foi aumentando. O parque também me impedia, pela sua natureza geográfica, de pular no meio da galera. Por ser um anfiteatro natural, as barreiras cederiam rapidamente, como numa queda de dominós, se eu me aventurasse apenas em descer. A dor no pé aumentava mas o show estava tão bom que fui me anestesiando. Decidi chamar ao palco uma menina que é fã do Biquini há muitos anos, membro do fã clube Dane-se Tudo e doidinha de pedra. Ela havia me pedido para cantar No Mundo da Lua. Não é de meu feitio chamar ao palco quem pede para cantar, ainda mais estando nos bastidores. Escolho sempre quem está na frente do palco e cantando apenas. Mas abri esta exceção: ela estava grávida de sete meses. Pediu-me por saber que ficaria um bom tempo sem ir ao show da banda e, afinal, nunca antes eu havia chamado alguém assim no palco. E lá foi ela, a Ceiça, feliz da vida com sua barriga a dois dias da ultra para saber o sexo da criança. Estava radiante e brinquei: acho que este já vai nascer fã da banda ;-) . No bis, tocamos Infinita Highway e Tempos Modernos. Não me lembro da galera de Fortaleza ter nos visto toca-las antes e foi um momento muito legal. É sabido o grande número de fãs de EngHaw na cidade. Cantaram lindamente.
No fim do show, nosso saxofonista e baixista pularam para tocar próximo à grade. O pobre baixista caiu de mal jeito e ficou lá estatelado no chão. Coitado! Cada um com a sua loucura! Felizmente, não foi nada. Depois do show, não sentia mais a dor no pé, acho que fui curado com a energia da galera! E lá fiquei nos camarins atendendo um sem fim de gente. E bota gente nisso! Fiquei quase duas horas antes de pegar a van de volta ao hotel. Em Abril, voltaremos ao Mucuripe Club, já mortos de saudades!

ps: soube pelos fãs: Ceiça está esperando um menino. Parabéns!

Fortaleza e o Parque do Cocó

domingo, janeiro 11th, 2009

Mesmo tento tocado tantas vezes em Fortaleza, acaba que a gente ainda desconhece certos lugares como o Parque do Cocó, um lugar super bonito para se passear. A prefeitura marcou o show nosso neste lugar sensacional onde o palco foi posicionado de forma a criar um anfiteatro natural. O show foi o mesmo que fizemos em Sobral, com toda a infraestrutura: telão digital, som e luz de primeira. O resultado não poderia ter sido melhor. Uma energia que começou com Em Algum Lugar No Tempo ensurdecida pelos gritos da galera. Na hora de No Mundo da Lua, chamei uma menina espivitada, a Vanessa, que comandou a cena, arregaçou! Em seguida, chamei ao palco outra menina espoleta, Luciana, vocalista da Mafalda Morfina, ótima banda de Fortaleza (aliás, estou ficando cada vez mais impressionado com o que tenho ouvido da cena local). Excepcionalmente tocamos Toda Forma de Poder, música que caberia melhor no dueto que fizemos e que tinha tudo a ver com a situação (em 2002 gravamos o clipe de Toda Forma em Fortaleza, procurem no YouTube, tem direção do Coelho). Luciana atacou firme e o encontro foi genial. Pensei em pular na galera, mas notei que a grade que segurava o público era muito sensível e mal ameacei descer, ela quase tombou. Pela segurança de todos, abortei a idéia. Loucura, sim, burrice não ;-)
O show todo seguiu muito emocionante, a lua estava cheia e bem sobre nossas cabeças enquanto cantávamos Quanto Tempo Demora Um Mês. Do alto, vejo Roderic, o fã que subiu ao palco no DVD, quase uma instituição Biquiniana, quieto ali, fumando um cigarro e saboreando aquele momento. Ele, que acompanhou tudo desde nosso primeiro show conheceu bem os percalços para chegarmos até ali. Ao final, fiquei quase duas horas atendendo uma interminável fila que trouxe de tudo para eu assinar, especialmente o CD e DVD 80 vol2 que foi vendido na barraquinha. Fukuda, o VJ responsável pelas imagens digitais que iam pro telão, me confessou depois que a cena dos braços em Tédio foi algo que ele nunca tinha visto com tamanha força. Chegou a gravar na sua câmera. Pois é, show do Biquini em Fortaleza não dá pra explicar, não dá pra contar, quem que estar lá pra entender o que é. Em letras garrafais, OBRIGADO!