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Frio abaixo em Rio Acima

sábado, junho 19th, 2010

Saímos com uma certa folga do Lual do Jammil. Um vento gélido parecia furar nossas roupas. O cansaço era enorme e torcíamos para que Rio Acima fosse um pouco mais quente. Ledo engano. Não havia vento, mas a temperatura era mais baixa ainda. Eu tinha que manter a voz aquecida, e fazia exercícios fonoterápicos para encarar quase duas horas a mais. A rua principal estava tomada. Tivemos tempo suficiente para montar o equipamento, aguardar a queima de fogos e contagem regressiva para enfim partirmos para nossa segunda etapa no sábado. Fomos recebidos calorosamente por muitos fãs do rock brasileiro. O show correu tão bem que mal dava pra acreditar que havíamos tocado algumas horas antes. Fechamos a noite atendendo uma enorme fila de fãs. Segui para o ônibus e encaramos uma viagem pra lá de friorenta. Minas sabe ser gelada quando quer. Graças a Deus, também sabe ser muito calorosa.

O Lual a dez graus

sábado, junho 19th, 2010

Acordo no hotel. Que hotel? Demoro para ligar meus cabos de manhã. Ah, é o de Belo Horizonte, beleza. Com calma, me preparo para o dia. Dois shows seguidos. Um aqui, na capital mineira. Outro, a uma hora de viagem em Rio Acima-MG. Tarde tranquila, almoçando com o empresário, tomando decisões, discutindo planos futuros. Saímos direto pro local do show.
Tocar com o Jammil é sempre um prazer. Temos uma amizade especial com todos. O Lual do Jammil é um sucesso e eles são queridíssimos em Belo Horizonte. Fazer a abertura foi um convite que aceitamos honrosamente. No entanto, não estávamos preparados pro frio que faria no local. No alto de um morro, ventando horrores e temperaturas beirando os dez graus, eu não acreditei quando cheguei no palco, que nos brindava com aquele minuano polar sem dó nem piedade. Era tão louco que, pela primeira vez na vida, eu vi gente usando abada com suéter!
Dia dos namorados. Ao menos eles estavam bem abraçadinhos! Quanto à nós, o jeito era pular sem parar. Talvez por isso mesmo, o show foi esquentando com o passar do tempo. Quando terminamos, a festa era completa e o show do Biquíni serviu literalmente de “aquecimento” pro show do Jammil. Embora já tivéssemos tocado juntos, o encontro não rolou no palco porque tínhamos de correr pro show seguinte, em Rio Acima. Não sem antes aconselhar a Tuca, Manno e Beto de, no próximo ano, fabricarem abadas de lã ;-)

Churrasco noturno com os amigos

sábado, junho 19th, 2010

O churrascão do XV Veranistas é famoso em Belo Horizonte. Churrasco à noite? Pois é. Embora não esteja errado, confesso que sempre associo um desfile de carnes combinando com um dia ensolarado. O dia foi puxado, visitando sites, rádios, TVs, jogando conversa fora e se preparando para a noite. Como convidado especial, chamei Ricardo Koctus, amigo do Pato Fu e que recentemente lançou um disco solo muito legal. Ele contou grandes novidades do Pato, mas prefiro que vocês mesmos confiram no site deles. Sou suspeito para falar. No show, ele entrou para cantar Tédio e arrasou! Melhor ainda quando voltamos pro bis. Primeiro, cantamos atendendo a pedidos insistentes de de grande parte do público a música Domingo, do nosso primeiro disco Cidades em Torrente. Há mais de dez anos que não a tocávamos. Depois, Coelho chamou Ricardo Koctus para tocar baixo em Chove Chuva. E que groove!! Pra misturada ficar perfeita, Magal foi pra guitarra e Coelho detonou nos tambores. Resumo do churrasco: show ao ponto, macio e que só acabou quando todo mundo ficou satisfeito ;)

Novas cidades a descobrir

sábado, junho 19th, 2010

O Brasil tem mais de 5 mil municípios. Na última vez que olhei a agenda do site, o banco de dados apontava um total de 574 cidades visitadas pela banda. Ou seja: CARAMBA! De cada dez cidades brasileiras, uma eu conheço! Que incrível! Das 1001 coisas que deveria conhecer no Brasil antes de morrer, segundo o Guia Quatro Rodas, já bati cartão em 150! É muito bom conhecer o país assim, mesmo sabendo que nem sempre temos tempo para desfrutar como turistas.
Bom dia Goiatuba, bom dia Marilena e Chuí. Assim começa a canção Goiatuba, do disco biquini.com.br. Faz parte de nossa vida conhecer novas cidades, novas pessoas, descobrir recantos como Santana do Deserto, onde um hotel charmoso e aconchegante nos aguardava após uma viagem rápida saindo do Rio de Janeiro. A pacata cidade teve que aguardar um pouco pelo show em função de problemas de energia elétrica, claro, pois a energia dos fãs era capaz de substituir muitos geradores. Próxima parada, Balneário Barra do Sul, em Santa Catarina. Nada é muito lógico na logística de um show. A menor distância entre duas apresentações nunca é uma linha reta, parecendo mais uma grande teia de aranha cuidadosamente construída ligando os pontos das cidades por onde passamos. Experimente fazer isto com o mapa da agenda! Passamos a tarde toda em Joinville, dormindo e se recuperando de uma viagem cansativa. A noite, seguimos pro Balneário e o público da arena montada na festa da Tainha nos recebeu com muito carinho. Carinho este que vira quase uma atração turística. Muitas vezes não temos tempo de conhecer as belezas naturais de uma cidade, mas nos encantamos com o sorriso das pessoas e aquilo que elas tem de melhor para dar a um grupo de malucos itinerantes como o Biquíni Cavadão: hospitalidade, carinho, aconchego e nossas músicas cantadas na ponta da língua. É…o Brasil é realmente um país lindo de morrer!

Juiz de Fora, tocando em casa

sábado, junho 12th, 2010

A estrada Rio-Juiz de Fora é uma das mais modernas e bonitas que eu conheço. Durante um bom tempo passei por ela para aproveitar meus fins de semana numa chácara de amigos. Conheço bem suas curvas e confesso que quando entramos nela, voltando de algum show de Minas, mesmo a quase três horas de viagem ainda, me sinto em casa. Por isso mesmo, por achar tão perto, embora relativamente longe, decidi viajar mais tarde, enquanto todos da banda partiam para lá mais cedo. Cheguei em ônibus comum às oito da noite. O suficiente para descansar um pouco, jantar e logo sair para o show daquela quinta feira.
Organizadores de eventos tem feito muitos shows misturando estilos musicais e com esta imensa festa em Juiz de Fora, não seria diferente: dividiríamos o palco com o Parangolé, conhecido como rebolation-tion-tion, coqueluche do carnaval baiano e moda no país todo. Era de se esperar que, por serem a atração mais famosa do momento, eles tocassem por último. Não foi o caso, em virtude de um voo que deveriam pegar no dia seguinte. Acontece mesmo. Desta forma, subimos ao palco um pouco tarde, mas o maior problema não era este: tínhamos que mutilar nosso repertório pois, somente então, soubemos que o evento tinha hora para acabar. Foi complicado escolher o que tirar, sem perder a fluência do show. No entanto, conforme fomos tocando, não me perguntem o porquê, mas eu fui informado que não precisaríamos cortar mais nada. Assim pudemos levar o show com todas as músicas que queríamos até o final. Tivemos ainda o auxílio luxuoso de Waguinho, que chegou a fazer alguns shows conosco tocando trompete. No palco, ele tocou Sexta-Feira, Chove Chuva, Tédio entre outras. Fechamos a festa tarde mas com a galera disposta a acordar tarde no dia seguinte. Foi um prazer atender a todos que nos receberam naquela noite. Há tempos devíamos um show assim em Juiz de Fora. Tal como a estrada que a liga ao Rio, me senti em casa.

Turma Linda!

domingo, fevereiro 7th, 2010

Turmalina é uma cidade ao norte de Minas. É comum tocarmos no início do ano nesta região. A viagem é longa. Pela Internet, estima-se 14 horas. No entanto, levamos 17 na ida. As estradas estavam péssimas e, depois soubemos, o outro caminho – mais longo – era mais rápido e com menos curvas e serras. Mortos de cansaço e fome, chegamos numa hora ingrata, quando os restaurantes praticamente estão fechando. Conseguimos ainda assim, almoçar bem e esperar pela noite para a festa. A rua estava tomada e o público participou conosco do começo ao fim. Eu, carinhosamente, retribuí com um trocadilho: a cidade tinha que mudar o nome para Turma Linda. O carinho de todos ali os tornavam mais preciosos que a pedra que dá o nome à cidade. Fim do show, muitas fotos, e uma longa volta para casa. Longa mesmo, pois a correia do ar condicionado quebrou, pneu furou, foi aquela loucura. O problema é que eu estava com horário contado para chegar em casa. Previa que às quatro da tarde, no mais tardar, seis, chegaria. Com os atrasos, vi que isto era impossível. Saí no meio da estrada! Estava perto de Belo Horizonte e decidi pegar um taxi para o aeroporto de Confins. Acontece que não havia um sequer na região que pudesse me levar, e se não fosse uma alma caridosa que veio falar comigo por ser fã da banda e acabou se oferecendo para fazer o trajeto, não sei como teria conseguido chegar a tempo.
Obrigadão, rapaz!

Belo Horizonte tri!

domingo, dezembro 20th, 2009

Quando tocamos três vezes numa cidade no mesmo ano, celebramos o reencontro com amigos, fazemos a maior festa mesmo. Isto é raro ocorrer porque, a exceção do Rio, onde moramos, é muito difícil fazer um show numa cidade, imagine três! Entretanto, Belo Horizonte passou por isto neste 2009, com shows no Music Hall e na serraria Souza Pinto. De volta à cidade e ao Music Hall, fizemos a festa no projeto Eu Faço Cultura, o último deste ano. Abertura do Nicolas Krasic e seu violino dando um ar francês a clássicos de Chico, Jacob do Bandolím e muitos outros grandes nomes da nossa música. Ele faz cultura, sim senhor! Depois, foi nossa vez. No palco, me assustei com a casa lotada, ainda mais depois do temporal que parou a cidade no fim da tarde. É pessoal, o tri-campeonato de 2009 foi conquistado com muita alegria, farra, diversão. O detalhe engraçado ficou por conta de minhas calças. Esqueci de colocar o cinto na mala. Por sorte, esta que usei tinha um cadarço que me salvou de algum vexame ;-) O ano está terminando e cada show melhor que o outro. Obrigado, pessoal.

Belo Horizonte, Olimpíadas no Rio e Aniversário do Coelho

sábado, outubro 10th, 2009

O aniversário de Coelho já havia sido comemorado na noite anterior em Joaçaba. No entanto, isto foi feito porque havíamos passado da meia noite. Desta vez, o show era no dia de seu niver mesmo. Ou não. Certamente faríamos o show na madrugada de domingo. Não importa. Era o caso de se comemorar mais uma vez. Nossa viagem foi longa: seis horas até Curitiba, vôo para Belo Horizonte e pouso no aeroporto de Confins, que é tão longe que para se chegar ao centro da cidade, levamos tanto tempo na estrada quanto o que voamos até lá. Mal passamos no hotel. Intensa programação de Chat, Radio e TV. Quando finalmente tivemos um tempo livre, já era hora de jantar e tentar descansar, mas acabei tendo que falar com o empresário por algumas horas. Resultado, não dormi. Por outro lado, confesso, não estava cansado, graças a um cochilo de meia hora nos camarins. O Music Fest é maravilhoso, bem organizado e tivemos oportunidade de tocar em algumas cidades por onde ele passou no ano passado: Varginha, Montes Claros, Juiz de Fora. A Serraria Souza Pinto foi a anfitriã. O Biquini curiosamente abriu a noite, uma vez que Emanuele, do Moinho, teria que chegar tarde em função das gravações da novela no Rio. O show assim pegou a turma toda com muita disposição e pique. Em Vento Ventania, chegou a hora de prestarmos nossas homenagens a Coelho. Os fãs também deram o recado, inclusive com faixas a ele. Super bonito!
Aproveitei o show para falar da conquista do Rio em sediar as Olimpíadas. Como morador da cidade, ouvi muitas promessas sobre o Pan 2007. Ainda que seja um evento menor até que a copa do mundo de 2014, foi alardeado aos quatro ventos que a cidade se transformaria. Só esqueceram de dizer que a transformação foi pra pior. Ao invés de cumprirem melhorias no trânsito, inclusive com criação de novos eixos e vias alternativas, vivemos o caos com a criação de faixas seletivas em muita desorganização. O legado do Pan é questionável: um parque aquático parado, uma arena que promove poucos eventos, um velódromo perdido, uma Vila do Pan construída até hoje sem habite-se. Agora, estamos ouvindo as promessas de uma cidade de primeiríssimo mundo para daqui a sete anos. Se não fiscalizarmos e cobrarmos, nossa linda olimpíada poderá se transformar numa olim-piada. Pelo amor que tenho ao Rio e a vontade de que o Brasil faça bonito, espero que possamos melhorar a cidade ao nível que ela precisa. Mais que mudar a arquitetura e construir novas instalações, o investimento em esportes para daqui a sete anos poderá mudar muito nossa condição, tirar muitas crianças da miséria, dar-nos a auto-estima que precisamos, investir em educação, que considero a base de uma nova geração para este país.
Dado o recado, levamos o show com o sempre carinhoso público de BH, que viu um show bem diferente do que apresentamos no primeiro semestre. Tivemos que reduzir um pouco o tamanho em função do show do Moinho que vinha em seguida. Mesmo assim, incluímos Meu Reino, que há muito tempo não tocavamos. De lá, praticamente fizemos um pitstop no hotel em direção ao aeroporto. Destino, Belém. No entanto, não foi o que aconteceu. Seguimos direto pro Rio. Belém havia sido oficialmente cancelado enquanto tocávamos no palco em Belo Horizonte…

Teixeiras lotada e a fã que cantou duas vezes!

quarta-feira, setembro 16th, 2009

A região de Minas Gerais próxima a Viçosa é predominantemente estudantil e fã do Biquíni. Uma prova disso são os diversos shows que já fizemos na referida cidade e em outras como Ervalia, Ponte Nova e agora, em Teixeiras. Nos Hospedamos em Viçosa e descansei a tarde toda. Só fomos para Teixeiras à noite. A cidade estava tomada, impossível de se caminhar. O show, entretanto, não deixou ninguém parado. É difícil mexer em uma ordem de show. É como uma escalação. Tem jogador que tem que estar lá e jogar numa determinada posição. Outros podem mudar de meio campo para lateral, e sobram algumas alterações que você arrisca. Do mesmo modo, não dá pra fazer o show sem tocar alguns hits, você pode até arriscar tocar algumas outras músicas mas tem que saber fazer isto para que tudo flua bem. Acho que estamos hoje com a nossa melhor escalação. Prova disso é como a galera tem participado. Quando fomos tocar No Mundo da Lua, chamei uma menina pro palco. Ela fez uma bela festa e me disse ao pé do ouvido que era sua segunda vez. Caramba! Eu tento não repetir ninguém mas acho que já não tenho memória para guardar todos os rostos. O HD tá lotado, como digo. Sorte a dela. Quem mais aqui já repetiu a dose? Para terminar, fazemos um convite a vocês participarem do Twitter. Inscrevam-se e sigam @biquíni para ter notícias sempre fresquinhas!!!

Cláudio, uma cidade com nome próprio

domingo, setembro 13th, 2009

Saímos da Lona Cultural e entramos no ônibus para Cláudio, numa viagem de 8 horas por Minas Gerais. Dormi mal, fez frio, muito frio na madrugada e, ainda que estivesse vestido e agasalhado, parecia não ser suficiente. Na véspera, no show da Lona, havia pego um princípio de gripe e cantei o show quase todo “sem nariz”. A viagem não me fez bem. Fiquei bem cansado e dormi o quanto pude, sequer almocei. No meio da tarde, fui acordado para uma reunião com a banda, onde decidimos tocar Sexta Feira no show. Testaríamos novidades e certas brincadeiras que fazemos no show com o fã que canta em No Mundo da Lua, agora seriam feitas com Sexta Feira também. Isto nos levou ao palco para passar e testar tudo. Foi um dia intenso. Logo chegou a hora do show. A gripe arranhou um pouco a voz mas pelo menos, não acabou comigo fisicamente. O show foi para uma arena lotada. O Biquíni, de todas as atrações, era o único roqueiro, uma ilha em um mar de sertanejos, mas o rock rolou sem erro. O melhor momento foi em Sexta Feira. Convidamos um fã para apresentar a banda. Ele lia os cartazes que colocávamos. “Boa Noite”, “É muito bom estar aqui”…”Em Recife”, e o coitado levava uma vaia! Corrigíamos com outro cartaz: “Em Cláudio”! Completamente entusiasmado, ele participou conosco de toda música. Um barato! Os fás sem fronteiras também apareceram por lá. Fãs sem fronteiras é como chamamos uma galera que tem viajado para nos assistir em muitos lugares. Entre eles, o casal Nadir e Cláudio, Emilia, Luisa e muita gente boa. Cláudio filmou muita coisa e pareceu se sentir muito bem. Pudera, estava na cidade com seu nome! É estranho ter uma cidade com o nome de Cláudio, como seria uma cidade com o nome de Bruno, Maria, José ou Waldemar. Mas acaba que, depois de um tempo, achamos a cidade de Cláudio “muito gente boa” ;-) Até a próxima!

Carangola e a rua Carlos Coelho

sábado, agosto 1st, 2009

Como nasci em Ituiutaba-MG, no triângulo mineiro, todos da banda brincam comigo dizendo que hei de receber um dia as chaves da cidade, ou ganhar um nome de rua. Como falo sem parar, eles sugeriram uma rotatória ou um beco sem saída. Foi com surpresa então que descobrimos em Carangola-MG a existência de uma Rua Carlos Coelho. Foi num programa de rádio, cujo locutor nos contou morar nela. Claro que a rua não foi em homenagem ao nosso guitarrista, mas isto atiçou minha curiosidade. Fiz uma busca no Google e descobri que em São Paulo, capital, também existe uma rua homônima. Pesquisas por Álvaro Lopes, Bruno Gouveia, Miguel Flores da Cunha e até Miguel Flores não deram em nada. Nosso careca está mais que prosa com seus endereços.
A ida a Carangola foi boa, apesar do péssimo estado das estradas. Talvez para comemorar os 40 anos da chegada do homem à Lua, enfrentamos crateras gigantes em plena estrada federal. Com isso, tivemos que refazer nossos cálculos pois não poderíamos perder nosso vôo no dia seguinte partindo do aeroporto do Rio. Isso nos forçou a antecipar o show e a cidade se mobilizou para que todos soubessem do evento mais cedo. Deu tudo certo. A galera já estava no parque de exposições aguardando a hora do show quando pisamos no palco. Esta região que cobre a Zona da Mata mineira, o norte do estado do Rio, e sudoeste capixaba sempre nos recebe com muito carinho e não foi diferente. Gente vem de tudo quanto é canto para o show. Só não imaginava que viesse até de Volta Redonda, como foi o caso da menina que cantou conosco em No Mundo da Lua. Ela soube agitar a multidão como ninguém. Há muitos anos não tocávamos na cidade e com certeza foi nossa melhor apresentação por lá. Fiquei atendendo os fãs enquanto o equipamento era descarregado. Se dependesse da fila, teria ficado mais tempo, mas os paraibanos de Maturéia não me perdoariam se eu perdesse o vôo e saí quando o produtor me chamou pela quarta vez! Hora de sacudir na estrada!

Valadares depois de cinco anos

segunda-feira, junho 8th, 2009

O projeto Eu Faço Cultura, da Caixa Seguros aportou desta vez em Governador Valadares. Depois de cinco anos, voltamos à cidade para fazer nosso nono show. Chegamos cedo para fazer os programas de radio e TV. À tarde Magal e Walmer aproveitaram para pular de Parapente. Por falta de instrutor, Miguel acabou não pulando. De todo modo, ele já havia pulado de asa delta no Rio. Deixou para os dois que não haviam feito um vôo antes. Vento ventania, me leve sem destino.
O show foi no clube Filadélfia, que comerava seu aniversário. Não deu outra: depois de tanto tempo sem tocar na cidade, fomos surpreendidos pelas filas gigantescas. Cinco mil pessoas lotaram o clube e nos proporcionaram uma linda noite sob lua cheia.
Em meio a tanta alegria, um momento sério. No bis, dedicamos o show às famílias das vítimas do vôo 447 da Air France. Esta foi uma semana difícil para todos nós, brasileiros e franceses, principalmente. Ficamos na torcida para que saibamos logo o que aconteceu. Que Deus dê força à todos. Desculpem o astral, mas acidentes aéreos sempre mexeram comigo, ainda que corramos riscos maiores nas estradas mal sinalizadas e esburacadas ou vivendo em uma cidade grande e violenta. O público aplaudiu respeitosamente e encerrou a noite com mais um espetáculo. Obrigado a todos de Valadares e cidades vizinhas. Estávamos com saudades!

Lagoa Formosa e o show eletrizante

segunda-feira, maio 4th, 2009

Primeira vez nesta cidade, que fica perto de Patos de Minas, onde já tocamos algumas vezes. Há tempos que a gente não aparecia na região. A viagem foi bem longa, 16 horas, pois tínhamos que pegar o telão em São Paulo ao invés de ir direto por Belo Horizonte. No entanto, tudo correu bem e até que não foi tão cansativo. Ao chegarmos no palco, fui advertido: não suba nas estrutura que o palco tá energizado. Nossos técnicos tomaram alguns choques violentos durante a montagem do telão que chega a 11 mil watts em seu pico. O que mais poderia ser pior numa situação destas? Chuva, claro! Adivinha se choveu? E nessas horas é que aproveito para avisar a todos que lêem o blog. Não tentem subir no palco sozinhos, não tentem subir sem nosso consentimento pois o risco existe e é alto. Quando a gente chama alguém ao palco, sabemos por onde ela deve subir, como sair, é mais seguro. Assim foi com a Natalia, a menina que acabou sendo chamada para cantar No Mundo da Lua. Deu um banho de simpatia. Levou outro banho no palco conosco. Também foi digno de nota a presença dos fãs – alguns até uniformizados – que ficaram sob chuva ali nos assistindo. Apesar dos pesares, show com chuva tem sua graça. Como Chove Chuva era a última música e São Pedro tinha dado uma trégua, decidimos fazer chover ali na hora. E foi o máximo!!! Agora, não só o palco estava energizado. Todos nós, banda e público, absorvemos esta energia! O rumo agora é Campinorte, em Goiás a caminho de Tocantins!

Belo Horizonte, o reencontro

sexta-feira, maio 1st, 2009

No ano passado fizemos um show inesquecível no Music Hall. Foi um reencontro com Belo Horizonte, já que só tocávamos na cidade por ocasião dos festivais – que são ótimos – mas nos limitava muito em tempo de apresentação. Com a lembrança do último show na mente, chegamos na cidade exaustos pelo vôo na madrugada, tratei de descansar ao máximo. No entanto, era preciso programar os videos para serem usados no novo telão que havia sido enviado para a casa. Pela primeira vez, dispararíamos alguns deles diretamente de nosso computador. Miguel ficou responsável por esta parte, usando meu computador para fazermos funcionar tudo. No fim, deu tudo certo. Foi nosso primeiro show sem stress. Sempre acontecia alguma coisa no telão e passamos por duas empresas antes de pegar esta agora, que parece ter vindo para ficar.
Segunda feira, véspera de feriado. Um dia estranho para se tocar, mas com cara de sexta feira! A animação era total. Pra abrilhantar ainda mais a festa, Philippe Seabra, da Plebe Rude, me ligou. Ele estava em Belo Horizonte! Claro que rolaria uma participação especial e o bis teve Até Quando Esperar. O problema é que, na hora de chama-lo, a guitarra reserva que ele usaria deu problema. Coelho então tentou usar esta e deu a titular para Philippe. Na impossibilidade de Coelho tocar, o jeito foi assistir. E lá foi Coelho pro meio da galera, cantando e pulando com todo mundo enquanto Philippe e eu cantávamos. Em No Mundo da Lua, Coelho me pediu para colocar no palco um menino de seus onze anos. O garoto ficou sem jeito, emudeceu! Tímido, apenas cumprimentou todo mundo e saiu do palco, coitado. Casa cheia, festa de primeira, que este reencontro com BH se repita ainda mais vezes neste ano!

Reveillon em Divinópolis e um resumo de 2008

sábado, janeiro 10th, 2009

Em 2008, participamos da FENACER em Divinópolis. Como consequência disso, duas coisas importantíssimas aconteceram: conhecemos a dupla Edson e Hudson. Este encontro foi o primeiro passo para o convite ao Hudson para a gravação do 80 volume 2. Sem contar com isso, o show que fizemos gerou o convite para o reveillon. A passagem de fim de ano, para mim, é sempre muito especial. Gosto de estar junto da família. No entanto, tanto em 2007 e neste ano, fiquei impossibilitado disso. No ano passado, minha mulher não podia viajar de avião (tinha acabado de descobrir que estava grávida), e agora, nosso filhote com quatro meses não poderia encarar uma viagem longa assim tão cedo. Eles em casa e eu em Divinópolis. O jeito foi atrasar a minha ida ao máximo. Foi o que fiz. Viajei de avião para Belo Horizonte às 14h e fui de carona com Guiga e Renata.
Há oito anos que eles namoram e vão a tantos shows da banda em Minas que ganharam o apelido de “Casal sem Fronteiras”. Hoje em dia, temos outros casais assim (Claudio e Nadir, por exemplo, que também estavam no show) mas Guiga e Renata foram os primeiros que conhecemos assim. No dia 30 de Dezembro, eles se casaram e no dia seguinte foram para Divinópolis comigo de “mala extra”.
A cidade havia sido castigada pelas chuvas nas últimas semanas e não escapamos de um toró daqueles de se lavar o chão durante a passagem de som. Como se isto não bastasse, estávamos com muitos problemas no telão, mas no final tudo se resolveu. Foi uma passagem longa, e mal deu tempo de tomarmos banho ou jantar (era uma coisa ou outra). Logo fomos para o clube, que estava lotado. Foi então que soube que caberia a nós fazer a contagem regressiva de ano novo. Nunca havíamos feito isso. O que sempre rolava era um show na madrugada do dia primeiro. Entramos no palco às onze e meia, e faltavam dois minutos para o ano novo chegar quando decidimos improvisar um som nos preparando para a grande hora. Peguei o relógio do Miguel emprestado e fui acompanhando segundo a segundo até que veio a contagem: cinco…quatro…três…dois…um! Foi um grande barato, dali de cima ver todos se abraçando e beijando, uma festa e tanto ao som do Biquini. Emocionante para nós também que nunca havíamos vivido isso!
O show seguiu com muita animação da galera. Durante as músicas, ia aproveitando para abraçar cada um no palco pela chegada do ano novo. Quando chegou a hora de tocarmos impossível, decicamos ao “Casal sem fronteiras”. Ver a alegria deles de cima do palco também foi inesquecível.
Este ano de 2008 foi especial para nós: foram 89 shows pelo país, nossa quinta melhor marca na história, teve a gravação do DVD, teve o nascimento do Gabriel, passamos por muitas coisas boas e também encaramos as mudanças que ocorreram com otimismo. O ano de 2009 já bate à nossa porta e que todos tenham muitas alegrias, que principalmente possamos fazer parte da alegria de vocês. Nos vemos por aí!

Desenferrujando em São Pedros dos Ferros

sábado, novembro 29th, 2008

Existe shows tranqüilos, outros só acontecem com uma total gincana, correria, sangria desatada, capaz de assustar a nós mesmos. Saímos de Porto Velho em direção à Belo Horizonte e em seguida a São Pedro dos Ferros, cidade distante umas três horas da capital. O problema é que, graças ao fuso horário de duas horas entre Porto Velho e Minas, o que era para ser uma viagem relativamente simples, se atrasa e muito. Não poderíamos aguardar sequer o equipamento ser descarregado do avião. Portanto decidimos embarcar todo ele como bagagem de mão enquanto outra parte viajava de volta pro Rio. A primeira etapa foi até Brasília. Depois, não teríamos muito tempo, o suficiente para comer um sanduiche e pegar outro voo para BH, onde uma van nos esperava direto para chegar num palco onde o som foi passado à tarde. Isto tudo porque num domingo os shows são mais cedo e a prefeitura da cidade – organizadora – precisava que a gente não se atrasasse um minuto sequer. Ou seja: montar, plugar e tocar….Chegamos em Belo Horizonte às 8 e meia e a viagem seria longa – três horas numa estrada com muitos caminhões e poucos lugares para ultrapassá-los. Pra piorar, só faltava chover.
Cabrummm! E tome chuva, caminhão e estrada sinuosa! Ainda assim, cumprimos o esperado e chegamos por volta das onze e meia. Quando finalmente atacamos no palco, nos demos com um público paciente, animado e que cantarolou diversas músicas conosco. São Pedro dos Ferros fez questão de nos acolher com fãs anfíbios, gente que pulou e cantou até debaixo de chuva forte. Nestas horas, o cansaço dá lugar à alegria e o praze de fechar um fim de semana com a mesma animação que começamos lá no Acre!

Itaobim e a festa da manga

sexta-feira, novembro 21st, 2008

Minas, quase na Bahia, uma cidade que respira o ar das montanhas ao mesmo tempo que se farta com acarajé, que tem um sotaque mineiro, uai, mas é um dos maiores produtores de manga, que faz uma festa pra ninguém botar defeito. O Biquini Cavadão já tocou em várias festas de tomate, cebola, aipim, maçã…Em todas elas, algo em comum: o legume, fruta, verdura homenageado nunca aparecia nas barracas. Sério! Festa do Aipim, que jóia, mas cadê uma barraquinha vendendo aquele aipinzinho torradinho – hmmm – que derrete? Neca! No entanto, não foi o caso de Itaobim, onde inclusive fomos gentilmente agraciados com uma cesta de produtos derivados da manga, homenageada da festa. Tinha de tudo: manga cristalizada, compota, mangada, manga desidratada, só faltava ter alguém com as manguinhas de fora!
O show foi complicado para mim. Estava visivelmente gripado com um pigarro que não saía de modo algum. O jeito foi contar com o público cantando, se divertir e não se irritar com os infortúnios que a saúde nos proporciona. A platéia heterogênea se dividia entre aqueles que queriam dançar somente e os fãs da banda que finalmente se apresentava por aquelas paradas. Ficamos nos camarins recebendo todos até a hora de entrar no ônibus e seguir por mais 14 horas até o Rio. Quando chegamos, um temporal desabou exatamente quando eu descia do ônibus com mala e tudo. Moral da história: cheguei ensopado em casa. Era tudo que minha gripe precisava! Ainda assim, me recuperei rapidamente e pude passar a terça feira comemorando meu aniversário sem maiores problemas!

Duelo de Gigantes em JF

quinta-feira, novembro 20th, 2008

Capital e Biquini. Já perdemos nossas contas de quantas vezes tocamos juntos. Apesar do título acima, o ‘duelo’ é fictício. Tanto eles como nós conseguimos fazer um show animadíssimo e contagiante, modéstia a parte. Dinho tem uma presença de palco impressionante para seus 44 anos. Sarado e moleque, parece não envelhecer nunca! Flavio, Fê e Yves dão ao grupo a força que os transformaram em ídolos do rock nacional, suplantando qualquer década. O show desta noite no JF Music Fest foi no ótimo La Rocca, e com público abalrotando o espaço. O Biquini estava previsto para abrir, mas cedemos para o Capital porque eles tinham um show à tarde no domingo que comprometeria a logística deles. Pelo ótimo momento em que estão, certamente encerrariam com chave de ouro. Ficou para nós esta incumbência. E não é fácil tocar depois de um show “rolo-compressor” daqueles. No intervalo, convidei Dinho para cantar Múmias conosco, mas acabamos deixando para outra oportunidade. Mal sabíamos se ele estaria por perto quando tocássemos. Conversamos sobre o DVD, mostrei a eles a nossa versão para Música Urbana, sob olhares atônitos – “Um ska?” que doideira ! – e logo era chegada a hora de subirmos ao palco. O show foi maravilhoso. Tivemos a felicidade de cantar todas as músicas com o público. Cada Um Com A Sua Cara teve grande execução nas rádios da cidade e encerramos não somente o JF Music Fest mas a nossa participação neste evento – e foram quatro neste ano – de forma gloriosa. Parabens pela organização, estrutura e principalmente pelo convite. Foi uma ótima maneira de regressar a Varginha, Montes Claros, Uberlândia e, agora, Juiz de Fora. A empolgação era tanta que quando a festa seguiu, lá pelas 5 da manhã, enquanto o nosso ônibus era carregado com equipamentos, ouço a banda local tocar Tédio e corro para lá, disposto a invadir. Chego e quem encontro? Coelho! Pulo no palco com os caras e emendamos Tédio/Nós Vamos Invadir Sua Praia/Índio Quer Apito numa versão tresloucada. Pedi desculpas ao cantor pela invasão de palco e agradecemos à todos. Se não tivéssemos que seguir por mais doze horas de viagem, acho que teríamos tocado tudo com a galera! A festa não teria hora para acabar ;-)

Mar de Espanha apresenta: Biquini Cuecão!

sábado, novembro 15th, 2008

Mar de Espanha ficou famosa recentemente por um comercial da Caixa Econômica Federal, não sei se vocês já viram: fala sobre cidades com nomes diferentes e dizem no final que em todas você tem uma agência da Caixa. Pois bem, NÃO TEM!!! Esta foi a primeira das muitas surpresas daquela noite. Fui mais tarde pra cidade, aproveitei o dia com a família e depois peguei um ônibus com o Miguel para Juiz de Fora, onde os contratantes nos esperavam. Estavam ansiosos pelo resultado do show. Apesar da chuva que castigara a cidade o dia inteiro, trataram de fazer o show, o primeiro deles, da melhor maneira possível. Muito atenciosos, descobri que trabalhavam no ramo de cuecas! Isto mesmo, cuecas! Produzem mensalmente mais de 2 milhões! O papo no carro então foi surreal, pois começamos a perguntar o que acontecia com as cuecas velhas. Se o papel podia ser reciclado, o mesmo acontecia com as cuecas? A gente poderia estar usando um modelo “rodado”. Satisfazendo nossa curiosidade, disseram que não, mas que o pano usado para cortar os modelos acaba virando um monte de retalhos que mais tarde são vendidos como estopa. E homem compra tanta cueca? Sim, eles compram mas não são muito exigentes. As mulheres porém fazem as compras das cuecas dos maridos e, estas sim, pesquisam preços, modelos e cores. Os quarenta minutos acabaram passando rápido, logo chegávamos no hotel, um charme com fogão à lenha e uma comidinha mineira daquelas de encher a boca d’água. Não chovia mais, descansamos um pouco nos quartos e logo fomos trabalhar. O show acabou me surpreendendo porque era para estar bem vazio, dado o temporal que desabou na cidade. Porém, pouco a pouco, o pátio se encheu e cantou conosco cada música. Adoramos! No final, recebemos um suprimento de um ano de cuecas de presente, tinha até infantil pro meu filhote. É pessoal, naquela noite o Biquini era Cuecão!!!

Uberlândia acordada vê o sol nascer!

sexta-feira, outubro 24th, 2008

Nossa viagem começou em plena correria para o aeroporto de Fortaleza. Por instantes achei que perderíamos o vôo, mas no final deu certo, tivemos tempo até para comer algo antes de viajar para Brasília, trocar de avião, ir pra São Paulo, trocar novamente de avião e finalmente viajar para Uberlândia. Dormi muito mal entre poltronas espremidas, um sol invadindo a fuselagem e o cansaço acumulado do show no Ceará Music. A cada troca de aeronave, um tormento, uma espera cansativa. Quando chegamos no triângulo mineiro, só pensava em dormir, mas havia uma agenda a ser cumprida. Estava louco de sono mas dei as entrevistas. Corri pro quarto depois e tentei dormir ao máximo. Não consegui. Telefone tocando, ficava preocupado, será que é algo com o filhote? Novas preocupações, aquelas que nós nunca demos bola quando pequenos e que eram capazes de arrepiar os cabelos de nossos pais. Ok, chegou a minha vez de pagar caro por isso, penso enquanto rio de nervoso. Descansei o quanto pude e chegou a hora de fazermos o show.
Talvez pelo cansaço não me prendi ao tempo, não busquei saber sobre as horas, mas quando subi ao palco, era bem tarde, tão tarde quanto o show que havia feito na véspera em Fortaleza. E talvez tenha sido isto que me fez acordar assim, do nada! O resultado disso se fez em um show que nos marcou por um fato: ninguém ali saiu do recinto até terminarmos com o dia clareando! Foi sensacional quando todos pularam conosco e a única contra-indicação foi ter me dado uma dose tão alta de adrenalina que depois, para voltar, foi complicado dormir! Uberlândia acordada vê o sol nascer!