Juiz de Fora, tocando em casa
sábado, junho 12th, 2010A estrada Rio-Juiz de Fora é uma das mais modernas e bonitas que eu conheço. Durante um bom tempo passei por ela para aproveitar meus fins de semana numa chácara de amigos. Conheço bem suas curvas e confesso que quando entramos nela, voltando de algum show de Minas, mesmo a quase três horas de viagem ainda, me sinto em casa. Por isso mesmo, por achar tão perto, embora relativamente longe, decidi viajar mais tarde, enquanto todos da banda partiam para lá mais cedo. Cheguei em ônibus comum às oito da noite. O suficiente para descansar um pouco, jantar e logo sair para o show daquela quinta feira.
Organizadores de eventos tem feito muitos shows misturando estilos musicais e com esta imensa festa em Juiz de Fora, não seria diferente: dividiríamos o palco com o Parangolé, conhecido como rebolation-tion-tion, coqueluche do carnaval baiano e moda no país todo. Era de se esperar que, por serem a atração mais famosa do momento, eles tocassem por último. Não foi o caso, em virtude de um voo que deveriam pegar no dia seguinte. Acontece mesmo. Desta forma, subimos ao palco um pouco tarde, mas o maior problema não era este: tínhamos que mutilar nosso repertório pois, somente então, soubemos que o evento tinha hora para acabar. Foi complicado escolher o que tirar, sem perder a fluência do show. No entanto, conforme fomos tocando, não me perguntem o porquê, mas eu fui informado que não precisaríamos cortar mais nada. Assim pudemos levar o show com todas as músicas que queríamos até o final. Tivemos ainda o auxílio luxuoso de Waguinho, que chegou a fazer alguns shows conosco tocando trompete. No palco, ele tocou Sexta-Feira, Chove Chuva, Tédio entre outras. Fechamos a festa tarde mas com a galera disposta a acordar tarde no dia seguinte. Foi um prazer atender a todos que nos receberam naquela noite. Há tempos devíamos um show assim em Juiz de Fora. Tal como a estrada que a liga ao Rio, me senti em casa.






