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“Mas Ceará O Benedito?”

domingo, fevereiro 7th, 2010

Trocadilho infame com a cidade de São Benedito, mas que aproveito aqui para contar como foi nosso primeiro show no projeto Férias no Ceará. Aliás, quem quiser saber a origem da expressão “Mas Será O Benedito?” basta clivar no link
Chegamos numa quinta feira em Barbalha depois de quase 5 horas de voo com escala em Recife e direto para Juazeiro do Norte. Birita aproveitou para conhecer a estátua de Padre Cícero, uma das maiores do país, com 27 metros de altura e gostou do visual da cidade. Enquanto isso, chegávamos no hotel onde fomos recepcionados por diversos fãs, que entre presentes e lindas cartas, bateram um longo papo conosco. Fui pro quarto descansar para poder recarregar minhas baterias e ficar pronto pro grande show em Barbalha.
O telefone toca. Atendo e recebo a notícia. O show foi cancelado! Como assim? Cancelado? Eu explico. Dois policiais foram mortos em confronto com um traficante na véspera do show. Na quinta, uma hora antes da equipe montar o palco, outra pessoa foi morta nas imediações. O clima estava tenso na cidade e o show foi cancelado pelo Governador do Ceará que, por acaso, se encontrava em Juazeiro e soube do fato. Compreendo perfeitamente a situação, mas não posso deixar de manifestar nossa decepção. Fiquei pensando naqueles fãs que tanto esperaram por este dia, que tantos recados em contagem regressiva ansiavam por esta noite. Tudo que posso dizer é que vamos fazer o possível para retornar logo à região. Ficamos na cidade até a meia noite, quando encaramos longas horas na madrugada com destino à São Benedito.

Localizada numa serra muito bonita, o tempo parece não passar por lá. Literalmente. Meu celular não pegava, consequentemente não tinha acesso à Internet e o dia se arrastava a conta-gotas. O clima ameno da cidade nos levou à praça para ensaiar um pouco à tarde . Decidimos tocar algumas músicas do 80 volume 2 que não entravam no repertório há tempos, como Tempos Modernos, do Lulu Santos. Ficamos um bom tempo na praça dando um show extra a quem havia chegado cedo. Quando a noite caiu, chegamos com o lugar todo tomado. Gente de diversas cidades marcaram presença e nós nos esbaldamos com o público caloroso e hospitaleiro. A cidade é famosa também pela produção de Flores, inclusive com uma festa famosa no país. Quem sabe a gente não volta pra Festa das Flores? Esperamos que sim, pois o show foi o primeiro, mas não o último. Valeu São Benedito! Seguimos direto para Fortaleza madrugada adentro. Proxima parada: parque do Cocó!

Turma Linda!

domingo, fevereiro 7th, 2010

Turmalina é uma cidade ao norte de Minas. É comum tocarmos no início do ano nesta região. A viagem é longa. Pela Internet, estima-se 14 horas. No entanto, levamos 17 na ida. As estradas estavam péssimas e, depois soubemos, o outro caminho – mais longo – era mais rápido e com menos curvas e serras. Mortos de cansaço e fome, chegamos numa hora ingrata, quando os restaurantes praticamente estão fechando. Conseguimos ainda assim, almoçar bem e esperar pela noite para a festa. A rua estava tomada e o público participou conosco do começo ao fim. Eu, carinhosamente, retribuí com um trocadilho: a cidade tinha que mudar o nome para Turma Linda. O carinho de todos ali os tornavam mais preciosos que a pedra que dá o nome à cidade. Fim do show, muitas fotos, e uma longa volta para casa. Longa mesmo, pois a correia do ar condicionado quebrou, pneu furou, foi aquela loucura. O problema é que eu estava com horário contado para chegar em casa. Previa que às quatro da tarde, no mais tardar, seis, chegaria. Com os atrasos, vi que isto era impossível. Saí no meio da estrada! Estava perto de Belo Horizonte e decidi pegar um taxi para o aeroporto de Confins. Acontece que não havia um sequer na região que pudesse me levar, e se não fosse uma alma caridosa que veio falar comigo por ser fã da banda e acabou se oferecendo para fazer o trajeto, não sei como teria conseguido chegar a tempo.
Obrigadão, rapaz!

Canoa Quebrada, mas a todo vapor!

domingo, julho 20th, 2008

Dá pena você viajar quase um dia todo, chegar em um lugar tão bonito e saber que tem menos de dez horas no local, ainda mais se tratando de Canoa Quebrada, no litoral do Ceará. Aliás, não me perguntem como chegamos lá. Partimos como zumbis às quatro e meia de Sabará e fomos pra Fortaleza com escala no Rio de Janeiro. Almoçamos no aeroporto e me lembro de ter comido algo em um chinês barato. Me lembro de ter falado com os fãs mas confesso que estava muito, mas muito cansado mesmo. Tem uma hora em que fico pensando: caramba, eles vieram no aeroporto só pra nos receber e eu aqui meio morto, meio vivo. Trouxeram presentes pro Gabriel que vai nascer e eu parecia ter tomado um calmante – mas não tomei! Obrigado, gente, mas realmente estava acabado!
Quando cheguei no hotel, queria aproveitar a vista, a praia, mas tudo que fiz foi tomar dois côcos e comer maracujás antes de me enfurnar no quarto e apagar até a hora do show. Foi super importante. Após duas horas deitado sem chacoalhar, já me sentia melhor.
Fomos levados à praia que estava lotada e, claro, o carinho da galera nesta região apagou qualquer resto de cansaço. Foi daqueles shows que, se estivesse mudo, todos cantariam por mim. Um coral gentil e afetuoso nos recebeu com muita alegria. Como diz aquela propaganda de cartão de crédito: não tem preço! Entretanto, tive muitos problemas com o meu retorno. O volume abaixava e subia o tempo todo. Achei que era o microfone, depois achei que fosse a equalização, ou ainda a voltagem. O problema me acompanhou o show todo, foi difícil cantar assim. Uma hipótese provável pode ter sido o vento que soprava contra o palco. Como som é deslocamento de ar, o vento talvez estivesse levando o que ouvia embora.
No final, como sempre, buscamos atender a todos. Foi um pouco complicado, pois embora a segurança estivesse ali para nos ajudar, era difícil controlar a ânsia do povo em entrar. Tive que dar uma bronca nos fãs para que houvesse calma e pudéssemos atender a todos. Falando em fãs, um novo fã-clube fez questão de ir ao show, mandou emails nos avisando e, mais tarde nos contou sua epopéia. Deu tudo errado, chegaram atrasados, uma das garotas passou mal, foram espremidos para entrar nos camarins, uma loucura. Para nós, Canoa Quebrada foi super bonito, apesar do cansaço. Espero voltar lá um dia, mas de férias. Para estes fãs, acho que a ida ao show foi uma Canoa Furada, e não quebrada. Espero que, ao menos, tenham curtido o que conseguiram ver do show. No dia seguinte, de volta ao aeroporto para voltar para Minas Gerais.

Sabará, show histórico na cidade histórica

sexta-feira, julho 18th, 2008

O frio era de rachar! No hotel, tirei todos os cobertores do armário para poder dormir. E eram 3 horas da tarde! O jeito foi se esquentar andando por uma cidade histórica, patrimônio do país. É a hora em que o lado turista da gente entra em ação. Conhecer, graças a nossa música, localidades distintas deste enorme país. O show aconteceu em praça pública celebrando 297 anos da cidade e, como não poderia deixar de ser em eventos desta magnitude, estava tomada: fãs, turistas, curiosos, todos ali prontos para o show que começou cedo. Às nove da noite já atacamos. Foi a primeira vez que tocamos Restos de Sol ao vivo, embora já tivéssemos ensaiado em algumas passagens de som. É uma música que a gente gosta de tocar e foi bom variar um pouco. O show transcorreu bem, super organizado e com a galera, pouco a pouco, vencendo o frio da noite. Após um tempo tirando fotos no camarim, voltei para o hotel, onde uma lareira me convidou para uma boa aquecida antes de dormir. A noite foi curta. Às quatro e vinte, o despertador tocou: destino Canoa Quebrada, Ceará. Mas isto é pra outro post ;-)