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Vitória com Sabor de vitória

sábado, junho 19th, 2010

Foram muitas as provações que tivemos que passar para sair sorrindo do palco neste show em Vitória: físicas, gustativas e psicológicas. As físicas foram matadoras: acordamos às 4 para pegar o primeiro voo para Vitória e a agenda de radio, TV e imprensa foi intercalada por momentos curtos que não me permitiram descansar até as 8 da noite. Era fazer uma rádio, voltar pro hotel, quarenta e cinco minutos depois, sair para outra rádio, voltar novamente pro hotel…uma loucura! Mal deitava a cabeça no travesseiro, já tinha que pensar em dormir o máximo que pudesse pois o despertador tocaria em 35 minutos! Ainda assim, passamos por uma ótima provação, ao almoçar no tradicional restaurante de moquecas do Pirão, uma instituição no país! O prato estava digno de se comer sob a mesa, como diria Ana Maria Braga. Pausa para fotos com o dono do restaurante, o simpaticíssimo Pirão. Volta pro hotel enquanto descobríamos que nossos dois técnicos de som estavam passando por apuros no hospital. Um tinha fissurado o pé e estava impossibilitado de andar. O outro estava com trinta e nove de febre e princípio de pneumonia! Uma loucura. Ambos, entretanto, se esforçaram ao máximo para deixar tudo preparado para o importante show desta noite. E tome van pra fazer mais rádio! Em meio a engarrafamentos e muito cansaço, ainda passamos no local do show para plantarmos uma muda de pau brasil. Participaram Miguel e eu. O local do plantio foi na própria casa de shows, Ilha Acústico, que aliás, é de uma beleza sem par. Lugar perfeito para cumprirmos mais uma etapa do projeto Eu Faço Cultura, da CAIXA. Entramos no palco e fomos avisando. Quando acabar o show, queremos que vocês saiam daqui como se tivessem ganhado a Copa do Mundo. E o show foi endiabrado! Animação do começo ao fim. Vitória é uma cidade enigma: tão perto do Rio, tão raro de tocarmos. Fazer um show como o desta noite teve um gosto de vitória, de superação, de moqueca e de quero mais!

Alfredo “Chuvas”

segunda-feira, agosto 4th, 2008

A viagem que fizemos para o Espirito Santo foi bem tranquila. Ficamos hospedados em Guarapari, no litoral mas o show seria em Alfredo Chaves, uma chuvinha chata ameaçava cair a todo momento. Não haveria de ser nada. Este foi um dia menos corrido, o que nos deu a chance de aguardar com calma a hora da saída à noite e seguir por uns quarenta minutos à cidade que já tinha nos recebido uma vez, em 2001. A expectativa era grande e o pátio estava cheio. No entanto, logo caiu uma chuvinha que foi aumentando, aumentando e em pouco tempo muitos haviam trocado o lugar da frente pela marquise. Decidimos tocar Me Chama para inspirar a galera: Chove lá fora e aqui faz tanto frio/ Me dá vontade de saber… Logo depois um guarda-chuva se destacava na multidão e chamei duas meninas para cantarem conosco. O resto do show foi pontuado pela chuva que ora apertava, ora amainava mas esteve sempre presente. Alfredo Chuvas, pensei. Muitos fãs subiram ao palco, mas a gente teve que conter o ímpeto de muita gente. Sempre tento explicar ao público que nós sabemos por onde o fã deve subir. Muita gente pode se machucar seriamente, basta apenas pegar um cabo errado. Os que não se machucam, podem estragar a festa de todos desligando algo da aparelhagem. Daí sempre pedirmos para as pessoas se conterem aguardar nosso convite ao palco, para o bem dela e de todos. Mesmo assim, Alfredo Chaves teve muitos convidados e gente que diante daquela chuva, foi Biquini Cavadão até debaixo d’água.

Uma grande Vitória:

terça-feira, outubro 3rd, 2006

Espirito Santo é um estado atípico. De Apiacá, na fronteira com o Estado do Rio à Colatina e São Mateus, a caminho da Bahia,já fizemos dezenas de shows, mas até então nunca na capital Vitória. Na verdade achávamos que ao menos um tenha acontecido, mas descobrimos que não, todos foram na vizinha Vila Velha. Desde que nos preparamos para o lançamento, buscamos quebrar este tabu. Quando soubemos que finalmente tocaríamos na cidade, nem acreditamos!!! Nossa ida pra lá seria num ônibus cama, que ótimo, dormiríamos e nem nos daríamos conta de ter chegado. O problema é que este ônibus veio com um erro: as poltronas quando deitavam tinham menos e um metro e setenta. Devia ser um ônibus para pessoas baixas ou um ônibus de luxo para crianças!!! Miguel, que está com hérnia de disco, nem viajou, desceu na mesma hora e foi de avião no dia seguinte, coitado! Apesar de todos chegarmos tortos, sobrevivemos a tudo e ficamos hospedados em um ótimo hotel perto do melhor restaurante de moqueca capixaba da cidade!!!hmmm!
O show foi muito bem organizado num ginásio e havia a expectativa enorme de nossa parte. Havia entretanto um porém: o show tinha na nossa frente uma área só com mesas. Já aconteceu antes, mas é sempre difícil a gente resolver esta questão. Queremos mesmo é que todos se levantem, mas não dá para cobrar isto da galera, quando todo mundo pagou para ficar sentado. Tem que partir deles. Se a gente forçar, pode ter gente que se sinta prejudicado. Felizmente, bastaram os primeiros acordes para todo mundo afastar as cadeiras ;-) O show foi como se abríssemos a represa de tudo aquilo que ansiávamos. Graças a Deus, este ano tem sido assim, permitindo-nos rever muitos lugares que há muito tempo não tocávamos e inaugurando novas regiões para conhecer. O fim do show foi apoteótico e isto se refletiu na enorme fila de pessoas que foram ao nosso camarim. Uma vitória em Vitória, após tantos anos empatando para conseguir fazer um show por lá, com certeza ;-)

Problemas em Resplendor:

quarta-feira, agosto 2nd, 2006

Quase doze horas depois de uma longa viagem, reencontrávamos a cidade de Resplendor, que já havia nos visto em 1991. Chegamos por volta do meio dia. Esta é uma característica da produção, pois se chegamos cedo demais, nem sempre os quartos do hotel estão disponíveis. Se chegamos tarde demais, ficamos sem tempo para resolver eventuais problemas. Ficamos alojados num excelente hotel, inaugurado há duas semanas. Desde a hora em que chegamos, frisamos que o show não poderia ser muito tarde, no máximo à meia-noite, para que conseguíssemos chegar a tempo de pegar o único vôo de Vitoria para Belém no dia seguinte. A feira estava ciente mas no meio da tarde já sabíamos que a eletricidade não estava dando conta do recado no local do show. E nao deu outra: um pouco antes de começarmos, a energia do palco caiu. Era uma questão complicada. Se a energia não voltasse, seríamos forçados a cancelar o show. Pensar em fazer isto diante de duas mil pessoas não é muito fácil, ao mesmo tempo em que o Presidente do Sindicato Rural compreendia nossa situação. Apressou-se em consertar o problema e acatou o nosso horário limite de saída do palco: uma e quarenta e cinco da manhã. No entanto, só entramos no palco às uma e vinte!!! Só dava pra tocarmos seis músicas. Logo expliquei para o público o que estava acontecendo. Que o respeito que tivemos com a cidade deveria valer para a próxima, e que infelizmente não tínhamos culpa se havia uma queda de energia. Ainda assim, quando saímos, as vaias vieram. Foi então que voltei com Coelho ao palco para fazermos um número de voz e violão. Enquanto o equipamento era desmontado, tínhamos tempo para cantar mais algumas músicas. Foram mais umas quatro ou cinco. Com isso, conseguimos conter a grande maioria. Decidi atender as pessoas diretamente na fila pro camarim. As que ali estavam foram compreensivas. Estavam chateadas, claro, mas não conosco, e sim, com a situação. Torço para voltar logo à região. Eles merecem, e muito, ver o show completo. Vamos torcer por aqui para que isto aconteça.

Mimoso do Sul:

terça-feira, julho 25th, 2006

Uma viagem longa para Mimoso do Sul, que fica no sul do Espírito Santo. Longa porque simplesmente resolvemos matar as saudades: nosso ônibus quebrou de novo. Um sol escaldante que transformou o seu interior num forno de microondas, onde a solução era se escorar na pequena sobra do meio-dia que a carroceria projetava. Como num paredão, ficamos ali enfileirados enquanto a mangueira de refrigeração era trocada. Sem ter o que fazer, criamos os incríveis JIV (Jogos Idiotas de Verão). Modalidades como ‘arremesso de pedra ao poste’, ‘duplo arremesso com objetivo de acertar com a segunda pedra a primeira que você jogou’ ou simplesmente ‘arremesso de capim na poça pra ver se cai em pé’ foram disputadíssimas! Sim, estamos no Inverno, todos nós sabemos, mas os idiotas acham que é Verão ainda!! Seguimos por duas horas nesta bobagem até o problema ser sanado. O do ônibus, não o das nossas cabeças! O resultado disso, junto com o atraso da nossa saída, resultou numa chegada tardia à cidade. Tudo foi corrido para não atrapalhar o cronograma. No final, deu certo e logo entramos no palco para mais um show. A área estava totalmente tomada de gente. Shows ao ar livre, gratuitos atraem muitas pessoas, mas sempre alerto que, numa situação como esta, é melhor não se iludir. Há de se ter ciência de que muitos ali nunca sequer ouviram sua música antes, ou que preferem mesmo outros sons. O show, assim, vai ganhando força com o passar das músicas. No fim, dá certo, mas o esforço é maior. Também é verdade que o gostinho no final é melhor, pois terminamos conquistando novos fãs.
ps: descobri que dá pra cantar Festa no Apê na introdução de The Otherside, do Red Hot Chilli Peppers. Crianças, não façam isto em casa! O resultado é puro filme de terror! ;-)

Santa Leopoldina:

sábado, abril 22nd, 2006

Nossa partida foi às seis da manhã. Era para chegarmos em sete horas. Levamos doze! Inacreditável! Os motoristas se perderam no caminho e isto nos custou duas horas a mais, Com o atraso, acabamos almoçando na estrada e a distância na verdade só podia ser feita em 9 horas. Quem lê o blog por aqui sabe: nada de novo!
Santa Leopoldina é uma região que abraçou diversos imigrantes. Colônias alemãs, italianas, holandesas, tirolesas, todas tiveram o seu espaço no meio destas montanhas recheadas de cachoeiras. Infelizmente não chegamos a tempo de desfrutar de nada disso. Já era quase noite quando o ônibus encostou na beira do palco. Uma van nos levou ao hotel, entocado no meio do mato, com chalés e um lago. Havia um clima de Jason no ar, mas terrores a parte, foi bom termos descansado um pouco por lá.
A cidade recebeu-nos com os braços abertos. Era o primeiro show de uma banda conhecida nacionalmente. O prefeito estava felicíssimo, a ponto de quase invadir o palco algumas vezes, tamanha a euforia. Um garoto que era a cara de Jack Johnson aloprava na frente e a participação de todos ainda nos reservou surpresas como a visita inesperada do baixista do Casaka, de passagem pela região. Ha alguns anos, o Biquini ficou um dia livre numa cidade em que a banda se apresentava. O resultado disso foi uma jam session e tanto. Somente eu e Miguel não fomos, pois tivemos que voltar ao Rio para compromissos. Ao final do show, ficou no ar a possivel volta da gente na cidade vizinha, Santa Tereza, mas vamos aguardar para saber os detalhes disso.

Alegre e o elefante:

sábado, abril 22nd, 2006

Entre os shows das Lonas, tocamos no Chácara Clube, em Alegre-ES. A viagem foi puxada. Curioso notar que algumas distâncias mais longas são melhor encaradas por mim. A máxima dos roadies de que “quanto mais perto, mais longe” parece prevalecer. Alegre é famoso pelo seu festival o FAMA. Tocamos uma vez há tanto tempo que havia me esquecido disso, mas aproveitei o nosso show para reiterar nossa vontade de voltar à cidade para participar novamente deste evento.
O começo do show para mim foi um festival de azares tamanho que, dito aqui, poderá até soar como mentira, ainda que todos tenham testemunhado. Uma breve chuva havia molhado o palco horas antes de nossa apresentação. Não sei também se decorrente da chuva, o palco tinha uma leve inclinação pro lado esquerdo, onde Coelho se encontrava. Logo que começamos, vi que o piso de madeira estava escorregadio. E constatei isso da pior maneira possível: levando um estabaco! Com a queda, bati com a cabeça no monitor, torci o pé e ralei o joelho. Deitado no chão sob olhares atônitos dos técnicos, eu continua cantando tentando levar com bom humor os problemas. Resolvi tirar o sapato e cantar descalço para evitar novos tombos. Tão logo o fiz, Coelho pisou no meu pé. Em seguida, pisei num prego. Tudo numa música apenas era demais! Peguei a garra d”agua para jogar no público mas recebi uma voadora lata de cerveja cheia na cabeça. Era demais! Ainda assim, segui com a música até o final para então dar a bronca.
É muito difícil você, em cima do palco, se dirigir àpenas uma pessoa ao falar para uma multidão. É necessário frisar bem a quem você está falando, para que ninguém se confunda e ache que a bronca é com a cidade. Com muita calma e tato, falei com o covarde que se escondeu no meio da multidão para me jogar uma lata de cerveja e do risco que todos correram em ter um show cancelado logo em sua primeira música. Tivemos o apoio de todos e o cara não deu mais o ar de sua graça. Tudo resolvido…ou quase. A verdade é que demora ainda um tempo para você esquecer a latada, ninguém volta a ficar alegre assim tão rápido, mas a diversão da galera foi o que mais me incentivou a esquecer tudo e, no final, rir bastante do acontecido.
Coelho, bem, vocês sabem como ele é. A caminho do palco, (que realmente ficava numa chácara, com bois, cavalos e outros animais) passamos por um lugar onde o cheiro de esterco era bem forte. Ele se vira pro Walmer e comenta: “Que cheiro de Elefante!” . Elefante??? Walmer me conta e eu não parei mais de rir. Conto pro Gian. Ele se vira pro Coelho e vê se ele está falando sério inventando uma história para testa-lo:
- Coelho, sabia que esta chácara é também um circo?
- Circo?
- É, lá atrás eu vi umas girafas, elefantes…
- Bem que eu estava sentindo um cheiro forte de elefante!
O fim de semana foi todo assim. A qualquer momento alguém dizia: hmmm, que cheiro forte! E alguém completava: “É de elefante, né Coelho?” …e todos riam

Forte da Urca e Marataízes :

terça-feira, janeiro 31st, 2006

No ano passado, estivemos na Fortaleza São João para um show encerrando a colônia de férias da Escola de Educação Física do Exército. O local, aos pés do Pão de Açúcar é deslumbrante. Foi muito estranho tocar para tantas crianças, pais e avós. Dizer que nosso público ia de oito a oitenta anos não era exagero! Foi um sucesso tão grande que o Major Adyr resolveu fazer a festa novamente. E lá fomos nós! Curioso ver como as crianças estavam animadas e algumas até já nos conhecia do ano passado ou do DVD. Isto só aumentou a festa que correu sem maiores problemas. Para evitar desconfortos, resolvi maneirar no palavreado. Porra nenhuma virou ?porcaria nenhuma? entre outras desbocadas que soltei. Ao nosso lado, imponente, o Morro da Urca e o tradicional Oi Noites Cariocas agitava a cidade. Curioso saber que até hoje não tocamos lá e que nosso público naquele dia também não tinha idade para assistir o evento se fosse lá em cima. Portanto, nada mais justo que chamar o nosso show de Tchau, Noites Cariocas! Brincadeiras à parte, o show foi tão legal, que ficou até difícil atender a tantas crianças depois do show. Me sentia mais cobiçado que papai noel, ou como alguém me falou: Parabéns Bruno, garantiu público pra mais dez anos! Dois dias depois fomos pra Marataízes. A viagem ao litoral do Espírito Santo foi como um passeio de família. Muitos levaram parentes para o show que seria realizado na cidade. O hotel era pertíssimo do palco e tivemos como fazer uma passagem de som caprichada. Tudo foi muito calmo e surpresa mesmo só a quantidade de gente que lotou a praça no final da praia. O cenário era curioso. Muita gente nas ruas, praia ao lado e barracas de peixeiros. Não resisti e perguntei: ?Quem está sem namorado?? As meninas que levantaram o braço receberam de volta: ?amanhã, passem aqui na peixaria do seu Vieira que ele tem ótimos namorados, linguados e pescadas?. Um roadie grita pra mim, ?mas são frescos! E tem muito baiacu também?. Risadas gerais. O show tem crescido a cada momento. Pra variar, tocamos Nós Vamos Invadir Sua Praia (claramente apropriado pro local) e contamos com a galera agitando em todas as músicas. Voltamos em seguida pro Rio.

Uma maratona já pra começar o 2006:

terça-feira, janeiro 31st, 2006

Tocar na Bahia, Litoral paulista e fronteira entre o Rio e Espírito Santo? É pra ?nóis? ;-) Uma viagem e tanto para Salvador. Mal chegamos e já nos preparamos para fazer o show. Era ensaio do Araketu e faríamos a abertura no Aeroclube. Fomos muito bem tratados por todos da banda. O show foi estava lotado e logo subimos ao palco para atacar. Palco baixo, público perto, tudo que mais gostamos. Foi divertidíssimo, Manno Góes do Jammil tocou Dani conosco enquanto eu cantava ?dani-se o Manno, o Coelho e o cantor? e saímos do palco certos de que o Festival de Verão em Fevereiro será muito bom. Voltei pro camarim e vimos que tinham deixado pratos de macarrão. Estava com uma baita fome e o prato estava ótimo. Vi um grande pedaço de tomate, suculento e tratei de come-lo. Eis que descobri, tarde demais, com o tomate na boca, que aquilo era um generoso pedaço de pimenta malagueta. Me senti o próprio dragão das histórias em quadrinhos!
Não consegui engolir, graças a Deus! Seguimos pra um restaurante japonês e lá ficamos até as 3 da matina, quando saímos pro aeroporto. Voamos pra São Paulo e aguardamos como zumbis a surpresa do escritório: um ônibus equipadíssimo para fazermos uma ótima viagem. O problema é que o ônibus era para pessoas pequenas ou anões. Mal cabia na tal poltrona que deitava até a horizontal! O jeito foi apagar de algum jeito e esperar que o hotel fosse bom. Até que era, mas já estava na hora de almoçarmos e vimos que não dava para comer nada por ali por perto. O jeito foi dormir para esconder a fome. Veio a passagem de som na praia. O vento era contra nós. O som parecia não se propagar, nada me animava. Saí de lá e tratei de descansar. Veio a hora do show e tudo aconteceu ao contrário, graças a Deus! Praia lotada, vento a favor, diversão para mais de 30 mil pessoas. O público nos recebeu com enorme carinho e foi bom matarmos nossa saudade do litoral paulista. Voltamos pro hotel e pegamos o tal ônibus desconfortável. Foi então que descobrimos que tanto luxo nos reservou as janelas trancadas e o ar condicionado quebrado. O bicho era um forno de microondas (ou seria melhor assumir o erro e chama-lo de forno de microônibus?) sobre rodas e, se na madrugada, já suávamos em bicas, imagine quando o sol nascesse? A solução foi viajar até São Paulo e troca-lo na garagem. O ônibus seguinte era realmente bem melhor, inclusive mais luxuoso, com sala de estar, vídeo, dois beliches. Realmente uma boa troca para quem iria pegar 500 quilômetros afrente! São Francisco do Itabapoana já tinha visto um show nosso há poucos meses. Ao menos, tentaram ver, pois foi o show em que apenas os mais corajosos ficaram sob chuva forte para assistir-nos. Desta vez era diferente. Um show na praia, do lado do hotel, e com a galera lotando todos os espaços em um dia de brisa e sol. A passagem de som foi tranqüilíssima, a ponto de chamarmos um cantor de uma banda local para zoar um pouco no palco. O show transcorreu normalmente. Quando terminamos, a idéia era atender a todos nos camarins, atrás do palco, mas o espaço, ainda que lacrado foi usado como ?parede para se fazer xixi?. O resultado disso era um cheiro insuportável dentro do camarim, o que nos forçou a irmos pro hotel, a poucos metros dali, onde atendemos a todos até desmaiarmos de volta pra casa.

Moquecas, Tequilas e muita festa:

terça-feira, agosto 23rd, 2005

Guarapari fica razoavelmente perto de Campos. A nossa idéia era descansar bastante antes de seguirmos para nosso próximo destino mas fomos forçados a acordar cedo para gravarmos o ES TV – jornal local da Globo. Miguel voltou também cedinho para participar das comemorações antecipadas de dia dos pais com os filhos. Assim, eu, Coelho e Birita seguimos de Guarapari para Vitória em corrida desenfreada para chegar aos estúdios onde o programa seria com transmissão direta. Edu Henning, grande radialista, jornalista e, acima de tudo, beatlemaníaco, nos recebeu com muito carinho em ótimo papo que tivemos nos 5 minutos que, pra televisão, são gigantescos. Na volta, paramos do lado do hotel para comer uma boa moqueca capixaba. O restaurante era ótimo e farto. Um prato deu para que Birita, Gian e eu nos fartássemos. Mais à noite é que nos fartamos pra valer! Com casa cheia em Meaípe, praia muito legal da região, fizemos o show com animação de sobra. A noite terminou a base de tequilas, um sanduichão no trailer ali perto e muita diversão.

Um fim de semana com Uns e Outros :

domingo, junho 19th, 2005

Convidei Marcelo Hayena para passar o fim de semana com o Biquini. Foram três shows, a começar pela Lona Cultural Gilberto Gil, que mais uma ves nos recebeu com muito carinho. Tocar na Lona é um privilégio, é um público que põe o circo literalmente para pegar fogo. E como gostamos de uma boa bagunça, não perdemos tempo! Fazer um show assim é divertido, tudo surge espontâneamente. Chamei Marcelo Hayena para cantar comigo Carta Aos Missionários. Logo depois, passou a integrar o time! Um backing vocal e tanto! Lá pelas tantas, era esta a situação: nosso Roadie Daniel sendo apresentado no meio do palco a um sósia dele que encontramos, Marcelo Hayena comandando pandeiro e vocais, Patrick largando o baixo para um mosh na galera enquanto eu estava nos ombros de um fã comandando a bagunça do meio da multidão. Foi demais!
Entramos no ônibus e seguimos viagem para Macaé-RJ, onde nos hospedaríamos para o show de Glicério. Este foi conhecido mais tarde como o show do sutiã voador! Explicando: não sei de onde veio, como foi parar no palco mas um sutiã vermelho surgiu ali. Eu particularmente acho estranho este tipo de comportamento, fica parecendo coisa de macaca de auditório, mas estávamos tão animados que começou a guerra: um jogava o sutiã para o outro! Quando Marcelo Hayena entrou no palco, ele quis me vestir com a indumentária mas logo ele voou para um lugar mais inusitado ainda: foi parar nos pratos da bateria do Birita. Para tira-lo dali, Birita dava pratada o tempo todo mas em vão. E quanto mais pratada dava, mais ríamos. No final, a dona do pobre sutiã apareceu nos camarins! Era apaixonada pelo Coelho, que ficou muito sem jeito com toda história, enquanto rolávamos no chão.
Finalmente veio Anchieta-ES. O show começou calminho, mas foi esquentando, esquentando e no final a festa estava feita. Mais uma vez, Marcelo Hayena participou conosco e saímos de lá com promessas de voltarmos brevemente à região. Tomara que sim! Não sabemos quando faremos mais shows com o Marcelo mas é sempre bom tocar com ele (aliás com todos do Uns e Outros, que estão finalizando um disco muito legal, aguardem!).

Jerônimo Monteiro, Funk e a volta da Menina da Garrafa D’Água:

segunda-feira, setembro 20th, 2004

Tivemos um dia muito tranqüilo no fim de semana mais tranqüilo dos últimos meses, mas isto não fez com que tivéssemos um encerramento monótono. Nãããão senhores. Muitas surpresas nos esperavam no show a ser realizado em Jerônimo Monteiro, cidade perto de Cachoeiro do Itapemirim no Espírito Santo e que nos recebeu com o maior carinho.

O show corria bem quando Patrick chega ao meu ouvido e avisa: “Fique atento: a garota da garrafa d’água tá na área”. “Sério? Tem certeza que é ela?”, perguntei. “Bem, já achava que era e confirmei pois ela mandou um dedo com a cara bem fechada”. Tentei encontrá-la no meio da multidão mas não via. Continuamos o show. Fui na coxia e Gian já me avisava a mesma coisa: que a garota da garrafa d’água tava na área.

“De quem vocês estão falando?” , certamente você me perguntará. Bem, para entender bem a história, volte no tempo neste blog para ver a quizumba que foi um show em Varre-Sai, no estado do Rio. Pra resumir, esvaziei uma garrafa d’água na cara desta menina após ser xingado gratuitamente de todos os nomes possíveis. Nada que valesse ou justificasse o meu gesto, mas foi o que aconteceu. Não fui vitima nem réu. Foi um show conturbado mesmo.

Ao falar com Gian, ele, por precaução já havia conversado com ela durante o show, até para se certificar de suas intenções. Foi então que me disse, que ela, apesar de tudo que tinha acontecido, havia viajado para curtir o show. Entretanto, tinha raiva do que havia acontecido, adorava a banda e especialmente a mim. De repente, tudo ruiu com aquele banho que afogou sua agressividade no dia, mas levou junto seu carinho.

Disse pro Gian então chamá-la para conversar. Fizemos o show todo e tão logo saí do palco, ela estava com uma amiga. Fui simples e direto:

- Olha, estou aqui para te pedir desculpas pela água.

- Você me desarmou! – respondeu sem saber o que dizer – Mas porque você fez isto naquele dia?

- Eu não fiz gratuitamente, acho que talvez não se lembre mas eu é quem devia saber por que fui xingado tanto por você. Daí minha reação. Sinceramente, melhor deixar para lá. Aconteceu, foi chato, mas dá pra gente encerrar este problema.

Ela conversou mais um pouco e nos despedimos.Pelo Gian, soube que ela ficou feliz com o desfecho. Eu também.

Como todos vocês sabem, o Biquíni tem como lema: “Música se faz com a cabeça, com o coração e com atitude.Música não se faz com a bunda”. Nos shows fazemos críticas a toda uma geração de músicas de baixo nível que tem tocado por aí. Podem ser engraçadas mas são como piadas: após ouvi-las três vezes, do que vai rir? O problema é que isto passou a gerar alguns emails irritados dos funkeiros e até de quem não parece ouvir funk, mas considera este tipo de música um reflexo da sociedade miserável de nosso país, sobrando para mim a pecha de insensível.

Por isso mesmo acho que posso aproveitar o blog para deixar claro alguns pontos:

1-Não sou contra o funk. O falecido Claudinho e seu amigo Buchecha são muito queridos pelo Biquíni. Alias, o Buchecha até regravou Tédio em versão Funk e se fosse o caso, teríamos proibido. Uma dupla de funkeiros chamados Fisk e Bony também gravaram Timidez e achamos legal. Não faz o meu estilo, com certeza, mas não sou contra. Ainda assim, em 1999 chegamos a fazer uma referência em Zé Ninguém aos versos de Cidinho e Doca: “eu só quero é ser feliz/ andar tranqüilamente na favela onde eu nasci”. As vezes, recebíamos vaias de nosso público por cantarmos versos de funk em um show de rock, mas acreditávamos que os versos tinham a ver com nossa música e nossas idéias. O que ouvimos hoje são canções de péssimo gosto. E, realmente, manifestamos nossa opinião nos shows. Já falei isto em shows como neste de Jerônimo Monteiro, bem como no festival de verão de Salvador (na mesma noite em que Calcinha Preta se apresentaria), e em outras cidades onde o funk tocava direto antes do nosso show. Ou seja, isto não se trata de falar uma frase de efeito para ser aplaudido, que fique bem claro. Isto é o nosso pensamento.

2-Em geral, muita gente vem nos falar sobre este comentário no show. Pessoas que apóiam a idéia de que “catuca, catuca lá no fundo” ou “Abre as pernas, faz beicinho Vou morder o seu grelinho” não são o que se pode chamar de música. E pra não dizer que isto é “papo de nostalgia” , mesmo a galera que ainda engatinhava nos anos 80 e hoje curte Biquíni, Capital, Kid Abelha, Paralamas e muitas outras bandas, concordam com o que digo no palco. O que faço é exprimir minha opinião e a da banda, que aliás é compactuada com a maioria do público presente. Ainda assim, temos de admitir que as músicas desta galera são de grande sucesso, agradando até Caetano Veloso. Neste caso, acho que nosso público e eu é que somos minoria.

3-Nunca associei a favela ao funk. Não quero saber se o sucesso de Dança da Motinho é de autoria de Tom Jobim, de um cara que mora na Barra da Tijuca ou na Rocinha. Tanto faz: para mim é ruim do mesmo jeito. O Funk (e frisando: o de baixo nível) nada tem a ver com a falta de ensino ou condições. Poetas nascem na favela também, do mesmo modo que bandidos podem ser filhos de ricaços. Mesmo no funk, Cidinho e Doca são pobres e fizeram uma música cuja letra merece nosso respeito:”Eu só quero é ser feliz andar tranqüilamente na favela onde eu nasci e poder me orgulhar e ter a consciência que o pobre tem seu lugar.” Portanto, funk pode ser bem feito. E quando o rock se aventurou na mesma praia do besteirol também não curti. Ainda assim, bastaria um nome para você ver que miséria não é sinônimo de música de péssima qualidade: Cartola. Servente de pedreiro, somente aos 66 anos gravou seu primeiro disco. E é querido e amado por quem o conhece.

Eu poderia citar outros cem compositores nascidos na favela em condições igualmente miseráveis e autores de sucessos antológicos cuja reverência deveria ser feita por todos os músicos do país. E, se queremos fazer música na favela, tenhamos Cidade Negra e Rappa como norte de nossa bússola ao invés de apostarmos em em composições que soam mais como um estupro aos nossos ouvidos.

grande abraço a todos

Itapemirim, fãs e um show excepcionalmente normal :

segunda-feira, setembro 20th, 2004

Após sairmos de Santa Bárbara-MG, fizemos uma viagem tranqüila para Itapemirim, e ficamos hospedados em Marataíses, onde já havíamos tocado há alguns anos. No entanto, não tinha sono, estava inquieto. O quarto, espaçoso, não me animava a dormir e a equipe já havia saído para a passagem de som, minha alternativa para casos como este. Decidi pegar minha câmera e sair pela praia clicando o que visse. Foi uma caminhada quieta aproveitando um dia cinza de praia. Nem havia muito o que fotografar assim. Logo voltei para o hotel. Descansei um pouco e logo fomos a Itapemirim. A passagem de som foi bem longa. Para quem estava na feira, praticamente viu um show inteiro da banda. No meio disso, alguns fãs nos davam atenção e carinho, como foi o caso de um casal muito simpático, dono de uma barraca de espetinhos de queijo. Estavam ótimos, por sinal. Com tempo de sobra, pudemos aproveitar a feira, bater papo com as pessoas. Curioso como, nestas horas, não existe histeria. Seria tão mais simples assim. O palco é sempre mágico. Acaba que ele cria um personagem maior que você. Quando nos misturamos na feira para comer espetinhos e tomar refrigerantes, o público por vezes nem nos reconhece, ou então não faz questão de pedir autógrafos. Eis que o show termina e fico olhando aquela multidão fazendo fila para nos ver em meio a gritos e empurrões. Será preciso tudo isto? Adoro o carinho dos fãs, mas temo pelos fanáticos, pois muitos acabam que pensam mais na gente do que em si mesmos. E no meio desta divagação, voltamos para hotel. O show correu bem, a ponto de não ter algo curioso a destacar. Talvez o que mais tenha me impressionado no show de Itapemirim foi que ele foi um show normal! Depois de tantas histórias malucas neste blog, será que dá para acreditar num show assim? Somente agora, enquanto escrevo estas linhas é que paro para pensar nisso. Enquanto desmontávamos o equipamento, aproveitei para ver a feira de filhotes, ao lado do palco. Milagrosamente, encontrei um chiqueirinho com vários porcos, todos muito simpáticos. Tirei fotos com eles, claro, já que adoro estes animaizinhos. Entramos no ônibus e seguimos direto para Cachoeiro do Itapemirim-ES, onde ficaríamos para o show de Jerônimo Monteiro. Foi uma viagem bem curta e logo descansávamos em nossos quartos.

Marilândia, Piraúba e um recado pra Lu:

quinta-feira, julho 15th, 2004

Não sei o que deu na gente nos últimos fins de semana, mas temos viajado muito e chegado sempre muito tarde nas cidades. Por vezes, nem as conhecemos direito. Em geral partimos sempre do Rio em um horário que nos permita chegar nas cidades por volta de meio dia. Não foi o que aconteceu. Chegamos em Marilândia quase que às 5 da tarde após uma viagem por quase todo o Espírito Santo. Ficamos hospedados em Colatina, uma agradabilíssima cidade às margens do Rio Doce, imponente e caudaloso. Nosso show foi com o Casaca. Os capixabas tem apostado muito em seu rock nos últimos anos e com isso tem colhido bons resultados. Não só a produção tem sido boa como os shows tem sido melhores. O Biquini abriu e a feira gigante na cidade nos acompanhou durante uma hora e meia. Encontros com o Casaca nos camarins, com os fãs, toda galera numa ótima paz, mas estava na hora de viajarmos.

O ônibus que nos levou era do tipo super leito. Apenas 16 lugares com cadeiras que viram camas. O problema é que você dorme mal, especialmente pela falta de travesseiros decentes. O jeito foi tentar arranjar um no hotel. Graças ao Seu Reginaldo, ganhei um ótimo que me fez apagar nas 10 horas subseqüentes. Quando acordei, estávamos ainda longe do destino, o ônibus (surpresa!) tinha quebrado! Não foi nada grave, apenas uma correia solta, mas que tornou nossa viagem à Piraúba mais longa ainda. O hotel era simples, mas com um probleminha: baratas! Coelho foi expulso por elas e ficou por duas horas na recepção pronto para viajar, com mala e cuia! Após uma revista cuidadosa, vi que meu quarto estava ‘limpo’, me arrumei rapidamente e tratei de ficar pronto logo. Apesar destes imprevistos, o show em si foi bem divertido. É sempre bom conhecer uma nova cidade. Eis algo que nos orgulha muito: conhecer o país a cada show que fazemos.

ps: Luciane Teobaldo, uma de nossas fãs mais ardorosas, daquelas que vivia nos escrevendo e apoiando nos deixou semana passada, vítima de uma infecção hospitalar. Um choque para todos nós. Nos vimos pela última vez em Volta Redonda, nos camarins após um show muito legal que fizemos. Estava muito feliz. E este sorriso é o que conservamos desta lembrança para sempre. Um beijão, Lu ! Bruno, Miguel, Alvaro e Coelho.

De Volta À Terra do Rei :

segunda-feira, abril 26th, 2004

O rei mora em muitos lugares. Alguns dizem que o rei mora em Memphis, Tenessee, terra de Elvis. Outros dizem que é em Três Corações, Minas, que nos deu Pelé. Agora, falando de Rei da nossa música, Cachoeiro do Itapemirim tem o orgulho de ser o berço de Roberto Carlos.

Voltarmos à cidade cortada pelo seu caudaloso rio sempre me dá uma sensação de nostalgia. Logo que começamos a nossa carreira, tocávamos basicamente no eixo Rio-São Paulo, quando muito um show em Petrópolis, a menos de uma hora do Rio. Me lembro como se fosse hoje, a caminho de Cachoeiro em um Corcel 78, pilotado pelo contratante, mais um na frente e nós quatro espremidos no banco de trás. O sol castigava-nos na estrada e havia uma almofada acetinada de um lado e com lã do outro. Colocávamos a almofada entre nossas cabeças e de tempos em tempos, um tinha que sofrer com a lã quente. Não havia ar condicionado e o vento era quente. Suávamos em bicas! Na hora do show, uma corda de baixo se arrebentou. Não havia roadie e o remédio foi improvisar com Ainda É Cedo, da ‘desconhecida’ banda de nossos amigos da Legião. O problema é que a música já estava acabando e nada da corda ser trocada. Sem ter mais o que fazer, cantando “Eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo….” percebia a ironia da letra enquanto o baixo não voltava a funcionar. A música acabou sendo tocada toda novamente em estilo punk enquanto torcia para que não fosse tarde, tarde, tarde, tarde demais. Finalmente o baixo volta a funcionar. O motivo da demora: ao tentar afinar a corda sobressalente, a mesma se arrebentou!!! Por sorte não aconteceu uma terceira vez, pois não haviam mais cordas!

Avance no tempo e eis que estamos de volta, pela quinta vez na cidade, inaugurando a boate K2, ex-Sharewood, onde havíamos nos apresentado pela última vem, em 99. Foi um show muito legal, público animado, festa sem incidentes, muita alegria. Foi pena ter esquecido minha câmera digital. Espero que alguém nos mande ;-)

Felicidades aos Capixabas! É sempre bom tocarmos no Espirito Santo. Amém !

Dores do Indaiá-MG e Castelo-ES:

domingo, julho 20th, 2003

A gente adora fazer show em feiras agropecuárias. São festas bem organizadas para milhares de pessoas nas cidades do interior e permitem a quem nunca ouviu falar em Biquini, curtir o nosso show, bem como agitar os fãs da região. As viagens foram longas. Primeiro, 11h para Dores do Indaiá (foto).Ficamos hospedados a 36km da cidade, em Luz-MG, onde aproveitei a tarde para tirar algumas fotos pro meu fotolog. O show foi marcado por um rapaz que insistentemente pedia através de um cartaz, que déssemos um cabo de guitarra pra ele!!!! Já nos pediram palheta, baqueta….agora, cabo é meio caminho pra pedir o próprio instrumento. ;-)

Aproveito para saciar a dúvida: Gente, viajamos com um número certo de palhetas e baquetas e fica difícil dar para o pessoal a cada show. Lembrem-se que a gente tem outras cidades para tocar e nem sempre voltamos ao Rio para nos reabastecer. Uma vez, acabaram as baquetas do Birita no meio do show( a única que tinha acabou quebrando). Foi um sufoco! Ele acabou tocando com um cabo de vassoura serrado, juro! Por estas e outras, a gente realmente regula na hora de dar estes ‘presentinhos’. Tenho tocado guitarra às vezes no show. Quando não jogo pra galera, guardo para alguém na coxia: preferencialmente paraplégicos, crianças, mesmo que nunca a usem.

Seguimos viagem na mesma noite para Castelo-ES por mais 10h de estrada. Uma feira maior e igualmente animada. A nota triste foi meu microfone sem fio. Como faço às vezes, fui me dar um banho de água em Chove Chuva, após encharcar toda a galera. Infelizmente, caiu água no condensador e parece que ele foi pro espaço. Vou ver se dá pra consertar. Mesmo assim, isto não foi razão pra estragar a festa. Foi um ótimo fim de semana e voltamos super felizes.