O Último Urso Polar – André Rosa
domingo, janeiro 24th, 2010
Ao invés de colocar aqui meus comentários sobre o livro, transcrevo a orelha que assinei para este trabalho do André.
Ao ler o Último Urso Polar, André Luis Godoy Rosa te convida a ser seu amigo. E como surgem as amizades?
Em geral, elas despontam pelas semelhanças, por aquilo que você viveu, por tudo que te fez ser quem é até os dias de hoje. Em seus versos, André te confessa fazer parte de uma geração que amou o rock brasileiro, que cresceu vendo os filmes de Chaplin, que apaixonou-se pelos versos de Quintana e, como muitos, também suspirou por Maitê Proença. Divide suas alegrias, tristezas, humores e revoltas. Seu coração é este livro aberto que você folheia agora. Quem percorrer seus poemas, também dividirá com ele seus temores, o destino do mundo, tão cheio de apatia às violências.
Nostalgia vem do grego, nostos, passado, e algia, dor. Uma palavra bonita mas que expressa a dor do passado. Cada poesia de André transborda-se de lembranças, felicidades desapercebidas, e essa tal nostalgia. Essa dor é tão forte em seus poemas que sugere uma ponta de prazer, um orgulho daquilo que viveu, uma sensação que “era feliz e sabia”, que tratou de guardar cada momento para saboreá-los contigo, mesmo que você, leitor, não tenha nascido no fim dos 60, inÃcio dos 70 ou, de algum jeito, vivido intensamente os anos 80. Ele tratará de contar e dividir estes momentos contigo, como segredos espalhados aos quatro cantos.
São votos de amizade, são fotos de carinho, vindos de alguém que escreveu cada verso para te dizer que o urso não está sozinho. Ao final da última página, você concordará comigo.
Bruno Gouveia








