“Abigobau” em Recife :
A última vez que tocamos no Recife foi em 1992. A bem da verdade, fizemos um show na praia de Boa Viagem no ano passado mas o evento era tão surreal que quase ninguém viu. Abrimos o show de Reginaldo Rossi à s nove da noite. O horário era tão ingrato que à nossa frente vimos apenas algumas fãs sexagenárias do grande Ãdolo brega tomando uma verdadeira porrada de rock no meio dos cabelos brancos. Fiquei com medo de levar uma vaia das velhinhas, mas no fim deu tudo certo. Apenas saà dizendo a mim mesmo que estávamos devendo um show melhor no Recife.
Esta oportunidade veio com o Festival de Verão. O mega evento contava com uma programação extensa, dois palcos e vários artistas. Infelizmente, ao chegarmos, vimos que tudo estava confuso. Os palcos ficavam de frente um pro outro como balizas de um campo de futebol, criando problemas para a produção de palco. A chuva provocou enormes atrasos e à s 11 da noite o Cidade Negra ainda estava passando o som. Enquanto isso, tentava dormir no hotel mas não conseguia. Quando finalmente caà no sono, rolou uma entrevista no hotel e ficamos de papo com o pessoal. Aprendemos várias expressões como ‘abigobau’ e guardei a palavra nova ( ‘meio leso’, pelo que me disseram) para ocasião futura.
Sob forte chuva fomos para o Classic Hall, chegamos ao som do Skank. Faltava o Nação Zumbi tocar no nosso palco, depois, no outro, rolaria os Titãs e, enfim, o BiquÃni. Foram duas horas de espera e diversos problemas técnicos sendo resolvidos na volta do laço. Felizmente, deu pra passar por cima de todos os entreveros e logo a gente atacava, aproveitando a breve estiagem.
Como o show dos Titãs foi do outro lado e o nosso começou tão logo o deles acabou(para tentar evitar maiores atrasos) começamos tocando para quem estava mais cansado, além de alguns fãs de carteirinha do BiquÃni, claro; mas até chegar a turma do agito, vinda lá do palco dos Titãs, o show demorou um pouco para decolar. Foi um show à s 4 da matina! Não que isto seja novidade, mas a gente sabia que se não fosse muito pra cima, poderia bater o cansaço na galera. A pedido da produção, reduzimos nossa lista e por isso alguns clássicos ficaram de fora. Fora isto, foi ótimo: desde a participação especial do garoto que subiu no palco para cantar No Mundo da Lua até a chuva que voltou a cair providencialmente em Chove Chuva, coisa de pajé mesmo. Aos berros de “Quero todo mundo abigobau” seguimos com a festa que nos revelaria ainda ótimas surpresas:depois de anos, encontramos nosso ex-empresário Ronaldinho. Ele trabalhou conosco direto entre 86 e 91. Além disso, exercia as funções de produtor na estrada e eventual percussionista, tendo gravado conosco em vários discos. Aproveitamos para nos reencontrarmos no palco também, o que foi maravilhoso. Ronaldinho deu um molho especial em Chove Chuva e Tédio. InesquecÃvel!
Voltamos para o hotel com o dia nascendo. Dormimos um pouco menos de 3 horas, tomamos café da manhã e seguimos para o aeroporto. Já passava das 8 e Otto estava bravamente tocando por lá. Que festa!!!!
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13 de janeiro de 2009 Ã s 16:34
Eu estava lá!!!! (só encontrei este post hoje – 13/01/2009), todos de preto no palco, acho que pela divulgação do 80 vol.1, Na hora de chove-chuva os pingos começaram a surgir no céu e eu lembro que eu estava na companhia de um amigo e um primo, os caras ficaram de boca aberta e um deles falou: “mermão! isso é macumba véi!”, e eu soltei: “é nada, isso é Biquini Cavadão, isso é Rock n´roll”!!!!!!
O show foi “fodástico” (mais uma do dicionário de pernambuquês Bruno rrsrsrsrsr)!!!