Archive for the ‘Hilário’ Category

Afinal, o que é isto? (2)

domingo, fevereiro 7th, 2010


Acreditem se quiser, esta placa estava no café da manhã de um hotel de uma importante cadeia norte americana em Fortaleza, onde nos hospedamos. Sleeve Juice como tradução de Suco de Manga. Só que Sleeve é manga…de CAMISA, em inglês!!! Entre gargalhadas nossas, falei para a Recepção do Hotel que era melhor fazer uma revisão nas plaquinhas, para evitarem mais piadas!

Biquini virou prato

sábado, outubro 17th, 2009

Como Coelho é vegetariano, ele acabou inventando um prato simples de ser feito em qualquer restaurante. Um macarrão cuja receita apresentamos aqui:

Cozinhe um macarrão al dente e – importante – sem passar na manteiga. Em seguida, prepare o seguinte molho.
Faça um refogado em azeite de oliva contendo:
- 3 dentes de alho picados
- meia cebola
- 4 tomates
- meio pimentão
- meia cenoura crua e ralada
- azeitonas pretas (ou verdes) picadas
- castanha de caju
- orégano

Nos dois dias em que ficamos no hotel, ele almoçou e jantou este prato. No domingo, durante o almoço, já estávamos voando de volta ao Rio quando nosso produtor ligou de Fortaleza. No restaurante do Hotel Marina Park, lá estava no buffet o prato do Coelho. Ao lado uma plaquinha: Macarrão à Biquini Cavadão. Impagável!

Afinal, o que significa isto?

sábado, agosto 1st, 2009

Tirei esta foto no centro de Teresina-PI. Clique para ampliar. Até agora não entendi o que significa. Ou melhor, devo ter entendido tudo errado! Certamente há uma melhor tradução e aceito-as de bom grado, contanto que as respostas se mantenham sempre fora do mau gosto, por favor. Afinal, uma palavra monossilábica que começa com C e termina com U também pode ser CÉU! Minha vida é andar por este país!

Curiosidades deste Brasil

segunda-feira, janeiro 19th, 2009

O mundo virou de ponta-cabeça!Mal caminhei alguns metros do hotel onde estava hospedado em Mossoró, me deparei com este incrível salão de beleza cujo outdoor fora colocado de cabeça pra baixo. Como assim? Não é possível que o cara que tenha instalado os dois painéis não tenha percebido isto! De fato, foi a pedido da dona que alegou: “assim, todo mundo vai parar para ver”. Tentei argumentar que se eu andasse com uma cueca na cabeça, também todo mundo repararia em mim, mas isto não quer dizer que fosse algo bom, mas como ela estava satisfeita, segui adiante. Com certeza, é uma atração turística da cidade.

Mar de Espanha apresenta: Biquini Cuecão!

sábado, novembro 15th, 2008

Mar de Espanha ficou famosa recentemente por um comercial da Caixa Econômica Federal, não sei se vocês já viram: fala sobre cidades com nomes diferentes e dizem no final que em todas você tem uma agência da Caixa. Pois bem, NÃO TEM!!! Esta foi a primeira das muitas surpresas daquela noite. Fui mais tarde pra cidade, aproveitei o dia com a família e depois peguei um ônibus com o Miguel para Juiz de Fora, onde os contratantes nos esperavam. Estavam ansiosos pelo resultado do show. Apesar da chuva que castigara a cidade o dia inteiro, trataram de fazer o show, o primeiro deles, da melhor maneira possível. Muito atenciosos, descobri que trabalhavam no ramo de cuecas! Isto mesmo, cuecas! Produzem mensalmente mais de 2 milhões! O papo no carro então foi surreal, pois começamos a perguntar o que acontecia com as cuecas velhas. Se o papel podia ser reciclado, o mesmo acontecia com as cuecas? A gente poderia estar usando um modelo “rodado”. Satisfazendo nossa curiosidade, disseram que não, mas que o pano usado para cortar os modelos acaba virando um monte de retalhos que mais tarde são vendidos como estopa. E homem compra tanta cueca? Sim, eles compram mas não são muito exigentes. As mulheres porém fazem as compras das cuecas dos maridos e, estas sim, pesquisam preços, modelos e cores. Os quarenta minutos acabaram passando rápido, logo chegávamos no hotel, um charme com fogão à lenha e uma comidinha mineira daquelas de encher a boca d’água. Não chovia mais, descansamos um pouco nos quartos e logo fomos trabalhar. O show acabou me surpreendendo porque era para estar bem vazio, dado o temporal que desabou na cidade. Porém, pouco a pouco, o pátio se encheu e cantou conosco cada música. Adoramos! No final, recebemos um suprimento de um ano de cuecas de presente, tinha até infantil pro meu filhote. É pessoal, naquela noite o Biquini era Cuecão!!!

Um grande encontro no Sul

sexta-feira, agosto 15th, 2008

O teatro da reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi o palco para um evento especial no encerramento do Festival de Inverno de Porto Alegre: um encontro de vozes, violões e gerações. Thedy, do Nenhum de Nós, Edgard Scandurra, do Ira!, Johnatan Corrêa, do Reação em Cadeia e eu dividimos no palco músicas de cada um de nós, além de outras canções maravilhosas dos Beatles aos Paralamas, de Legião a Johny Rivers. O tempo foi curto para nossos ensaios, complicado por estarmos espalhados pelo país, piorado pela agenda de cada um, mas bastaram algumas horas para nos entrosarmos. A brincadeira se resumia a trabalhar novas idéias, arranjos de violão e principalmente voz. As aberturas foram criando camas vocais. Brinquei dizendo que parecia Eagles (aquela banda famosa pelo hit Hotel California). Eis que alguém gritou brincando: Que Eagles, que nada, Eagles o meu cu! Explodimos numa gargalhada. E-gou-zou-meu-cu! Destas frases que não podem ser ditas nunca hahahah. E o resultado disso se resumiu no prazer de estarmos ali colocando conversas em dia, coisa que nem sempre acontece quando estamos viajando e, as vezes, nem mesmo quando dividimos o palco.
No repertório, Me Odeie, Tédio, Abraços e Brigas, Vento Ventania (com ótimo arranjo de violão de Thedy), Do You Wanna Dance, We Can Work It Out, Blackbird, Quase Sem Querer, Meu Erro, Paz e Amor, Canção da Meia Noite, Múmias, Amanhã ou Depois, Amor Incondicional e muito mais …..
Ao final do show, a primeira certeza: temos que fazer isto outras vezes! DVD? Adoraríamos, mas depende de muita coisa para acontecer. Certamente já está no YouTube. Saímos todos para jantar numa pizzaria. Tive o prazer de conhecer a família de Thedy, sua mulher e a adorável Stella. Um barato de menina. I left my heart at POA…

Santa Barbara do Monte Verde e “Um dia no shopping”

sexta-feira, agosto 1st, 2008

Ficamos hospedados em Juiz de Fora para o show de Santa Bárbara do Monte Verde. Hospedados? Digamos que não foi o caso. O hotel era tão simples que ninguém se animou a ficar dentro dos quartos. Pra piorar, tinha uma obra de expansão em pleno andamento. Ninguém conseguiria dormir com as marretadas. O jeito foi procurar algo pra fazer. A poucos metros dali, um moderno shopping nos acenava como um oasis. para chegar nele, uma íngreme subida pela calçada ou um ‘atalho’ pela grama mais íngreme ainda. Claro que a equipe técnica preferiu escalar. O problema foi que eles resolveram na volta descer escorregando. Tipicamente, um quadro do Jackass. O resultado não podia ser outro: o roadie desceu varado e não conseguiu desviar de um cano plantado na grama: um tombo feio, uma ida ao hospital e uns 70 pontos na canela e outros 3 na bunda.

Enquanto isso, Miguel, Coelho e eu decidimos ficar no shopping. Tudo menos o hotel. Por sorte, pegamos uma sessão dupla e ficamos das duas às sete da noite assistindo filmes. Jantamos também por lá e rumamos pra cidade. Uma festa pequena mas com muitos fãs da banda. Uma menina cantou conosco No Mundo da Lua (só pra deixar claro aqui que, sim, eu chamo mulheres ao palco também) e o show transcorreu com alegrias e sem maiores surpresas. Uma garoa cobria a cidade enquanto a gente cantava no palco, com direito a coreografias sacaneando o pobre roadie. A feira tava tão tranqüila que a gente até aproveitou para curti-la. Vaguei pelas barracas em busca de um espetinho de queijo, alguns até arriscaram um forrozinho, mas logo chegou a hora de partir.

Barroso, festa na cidade

segunda-feira, julho 28th, 2008

Shows em praça pública são sempre arriscados. Acaba indo quem quer e quem não quer assistir você. Acontece que Barroso fica numa região com muitos fãs da banda. Logo a praça ficou cheia, lotada. Mais de dez mil pessoas animadas, mas o show começou com um incidente logo na segunda música. Dois caras querendo sair no tapa. É chato ter que tão cedo parar para dar uma bronca, até porque muitos no local nem tomam conhecimento da briga em si e tem que ouvir o maior carão, o microfone é incapaz de direcionar aquela chamada de atenção. No entanto, isto conseguiu acalmar os ânimos e, fora este fato, o show transcorreu com muita tranquilidade. Até o excesso de gente subindo ao palco foi esfriado – literalmente – com água gelada e muita diversão. Ficamos um bom tempo atendendo o público na tenda atrás do palco, tirando fotos e autografando camisetas, discos e o que mais viesse. Acontece que, às vezes, o autógrafo é puro pretexto. A menina veio e me pediu: assina aqui no braço! No braço? Qual o sentido? Ah, eu quero! Ok! Escrevi: “lave-se”. Ela sequer achou graça ou reclamou. Saiu contente sem nem olhar pro “autógrafo”. Achei tão esquisito aquilo que decidi fazer um teste: todo mundo que pedisse autógrafo no braço eu escreveria “lave-se”. E, acreditem, foram mais de dez e ninguém leu, riu ou reclamou. Autógrafos neste caso significam, “eis a prova que estive perto do cara”, eu acho. Decidimos descansar na cidade e partir com calma na manhã seguinte, quando muita gente estaria lavando o braço ;-)

As perguntas mais estapafúrdias ouvidas na barraquinha de vendas do Biquini Cavadão

segunda-feira, julho 21st, 2008

Na maioria dos shows que fazemos agora, temos uma barraca própria para venda de CDs, camisetas, bandanas, DVDs, casacos, muitas coisas para o fã do Biquini. Obviamente fomos colecionando perguntas incríveis. Gente que acha que aquilo é barraca de informação, bebida, ou sei lá. Gente que, numa feira, sequer sabe o que é Biquini Cavadão, acreditem! Propostas estranhas feitas com a cara mais lavada. O resultado está aqui:

- A que horas começa o show? (resposta do vendedor: não tenho como saber)
- Tem Smirnoff Ice? (fã bêbado)
- Quantas mulheres tem neste show de Biquini Cavadão? Elas são gostosas? (ET que apareceu na festa)
- Tem Biquini de rendinha? (fã desavisada que achou que compraria roupa numa feira agropecuária)
- Não importa, vou levar assim mesmo. (fã extremamente acima do peso comprando camiseta baby look tamanho P)
- Quanto custa a sua camiseta ? ( fã querendo levar a camisa do nosso vendedor)
- Eu troco a minha camiseta por esta que você está vendendo, topa? (o mesmo fã ainda enchendo o pobre do vendedor)
- Eu quero o CD em que eles cantam Glória! Como você não sabe? É aquela, pombas! Pra eu cantar um pedaço? Tá bom, é mais ou menos assim: “o seu rastro sujo de sangue, Glória!” (fã achando provavelmente que Carta Aos Missionários é uma música sobre menstruação)
- Tem Smirnoff Ice? Quero duas! (a volta do bêbado)
- Dá pra vender só a sacolinha de vocês? (toda compra vem num saquinho com a logo da banda. O fã desesperado)
- Quem é o cantor da banda ? ( fã míope olhando pro palco!)

- Tá muito caro! (fã bêbado que gastou toda grana em bebida)

O beijo que não dei….

sexta-feira, julho 4th, 2008

Causou frisson o beijo de Daniela Mercury em Aline Rosa neste domingo durante as filmagens do DVD do Cheiro de Amor. Eu não vi nada, estava no camarim quando ouvi o público berrar. Depois, fui jantar com as duas e um grupo de amigos, entre eles o Dois Em Um (de Luisão e Fernanda) e Manno Góes, anfitrião da festa. Conversando com Walmer Carvalho hoje falávamos como é “simples” ganhar as páginas de todo país com mídia espontânea. E ele me responde com esta pérola:
- Tá vendo, Bruno? Por que você não beijou o Papa Winnie????
HAHAHAHAHAHA. Sacanagem! Mas tem volta!
Agora, além de nascer em todos os shows, ele fará aniversário também! Pra entender melhoracesse aqui

Camarão na Melanga, Dilúvio e Circo Voador em Natal :

quarta-feira, fevereiro 4th, 2004

Não posso dizer que dormi em Recife, mal descansei o corpo. Tomei café e segui para o aeroporto. Nossa aparelhagem iria por carga e seria despachada em outro terminal. Estava tudo certo. Chegamos pra fazer o check-in e logo recebemos nossas passagens. Estávamos tranqüilos quando então nosso produtor Gian começa a chamar todos para ajudar. Houve algum mal entendido, nosso equipamento não havia sido despachado e, se não fizéssemos isto logo, voaríamos sem os instrumentos para Natal. Desespero, todo mundo empurrando cases de 80 kg pra cá e pra lá. Com o auxílio de todos e um pouco de boa vontade da VARIG, acabou dando tudo certo. Lindo! Adrenalina no café da manhã.
Viajamos com os Titãs para juntos encerrarmos o festival de Natal. Encontramos no hotel o Kid Abelha e Charlie Brown Jr., que haviam feito este show no dia anterior. O hotel era 5 estrelas e muito bonito. Tudo que queria era apagar, mas uma programação já havia sido marcada e deveria atender a entrevistas. Se havia topado durante a semana, não tinha como evitar. Entrevistas pra cá e pra lá, resolvi almoçar e finalmente dormir. Pedi um Camarão na Moranga, esperei uma hora e veio o prato servido em um melãom ao invés de uma abóbora!!!! Estava cansado demais pra recusar, provei, não estava intragável, comi.
Quem disse que dormi? Não conseguia, estava agitado. Quando finalmente peguei no sono, o telefone tocou para poder continuar a entrevista. A esta altura já estava trocando as bolas. Disse estar vindo de Fortaleza (era de Recife) e continuei a falar meio enrolado. Sai em seguida pra gravar o noticiário das 7 da noite. Ah! Acho que agora terei 3 horas de sono acumulado dos 2 últimos dias! Eis que começa uma bagunça de crianças pelo corredor e quartos vizinhos do hotel. Não dava pra trocar de quarto, levaria muito tempo para arrumar minha mala, eu estava cada vez mais cansado. Uma bela hora, desisti! Tomei um banho gelado, fiz minhas malas e fui pro saguão do hotel. Balbuciava qualquer coisa com quem tentava conversar comigo. Pra piorar, a falta de sono deixava-me com a voz cansada, o que não era nada bom para uma maratona de 4 shows.
Pegamos a van e fomos debaixo de um dilúvio pro Circo em Pirangi. Era difícil crer que tinha alguém no local com tanta água caindo, mas chegamos e vimos a lona tomada de gente. Chegamos ao som dos Titãs no palco. Aliás nada mais irônico: “…então uma forte chuva veio….e acabou com o trabalho de um ano inteiro…”.
Fiquei na van e tratei de fazer meus exercícios de fonoaudiologia para me recuperar. Em 15 minutos estava bem melhor e o cansaço vocal havia sumido. O sono também me deu uma trégua. Enquanto isso, o camarim estava um caos: nosso roadie havia desmaiado e estava deitado num sofá tomando soro na veia. Chovia no palco dos Titãs e tínhamos hora para começar. Havia ainda o risco de faltar luz, com aquele temporal desabando sobre nossas cabeças. Não houve passagem de som e decidimos abrir o show tocando Come As You Are do Nirvana para ‘esquentar’. Incrível como não parecia termos tido tantos problemas na hora em que subimos ao palco. Era como se tivesse tido uma ótima noite de sono, tudo estivesse 100%, parecia até que não estava chovendo, não fossem as goteiras no palco.
O show foi ficando cada vez mais empolgante e um garoto resolveu subir no palco. Os seguranças estavam contendo o rapaz, mas uma hora um deles deu uma gravata no garoto. Patrick largou o baixo e eu saí mergulhando com ele na galera para contermos o segurança. Acho que o trabalho de uma equipe dessas não é fácil mesmo. Manter a ordem é imprescindível quando você está diante de milhares de pessoas. Por isto mesmo, desaprovamos a violência. Moral da história: o garoto realmente estava muito agitado mas o nosso roadie deu uma acalmada nele, ganhei um belo roxo no tornozelo e o segurança depois do show veio me pedir desculpas pela atitude, o que achei legal da parte dele. Espero que tenha feito o mesmo com o garoto. Fora isto, o show foi muito legal. Claro que Chove Chuva nestas horas tem um gosto especial ;-) . Foi também minha redenção com Tibau, o show que cantei sem voz no início do ano. Fiquei feliz em voltar ao Rio Grande do Norte e cantar como mais gosto de fazer: a 110 decibéis ;-)
Obrigado a todos que encararam chuva, lama, caos, e muito rock!

Coisas de Coelho :

sábado, janeiro 31st, 2004

Bem gente, estou aproveitando um intervalozinho aqui em Natal para poder escrever alguma coisa. Antes de falar sobre os shows queria contar esta história que rendeu bastante nesta semana. Véspera de viagem, todos nós reunidos no ensaio e nada do Coelho aparecer. Toca o celular do Miguel:

- Fala Coelho onde você está?

segue-se um silêncio ….. e Miguel arregala os olhos:

- Você O QUÊ????

mais um silêncio….

- Ok Ok, vem logo então!

Ao desligar o telefone era óbvio que todos nós estávamos curiosos. Miguel repetiu o recado de Coelho:

- “Vou chegar em dez minutos. Desculpe o atraso mas não consegui sair antes porque estava tentando tirar a pasta de dente do meu olho!!!!”

Mas como????

Quando ele chegou veio a razão. Acordou com muito sono, espalhou pasta de dente na escova e caiu um pouco na sua mão. Ao passá-la no rosto para lavá-lo, espalhoú-a em seu olho direito.

- Ardeu tanto que não conseguia nem abrir o outro olho – disse

Pois é: enquanto isso, riamos muito. Vou ver se me lembro mais de outras histórias curiosas de nosso guitarrista pra depois contar por aqui. ;-)

O Verdadeiro Ladrão de Sapatos:

quinta-feira, janeiro 8th, 2004

Como muitos sabem por aqui, perdi meus sapatos vermelhos no último dia do Ceará Music. Deixei-os com um segurança que, provavelmente achou que eu estava dando-os de presente a ele. No reveillon de Fortaleza, também contei que tirei os sapatos antes de pular na galera, tentando me precaver. Mesmo assim coisas muito esquisitas podem acontecer conosco. Veja isto, por exemplo:
Durante o show de Tibau, pra variar, decidi descer na galera. O pessoal fez uma cama com os braços e me jogava pro alto. Alguém gritava no meu ouvido: “fotolog!fotolog!” e logo eu voltava ao palco. Alguém ainda pulou e tentou puxar-me pelo pé, mas eu fiquei no palco mesmo. Eis que nosso roadie vê uma pessoa na platéia segurando um sapato. Ele não pensou duas vezes: “Bruno não vai perder o sapato novamente!” e foi direto ao ladrão.
- Devolva-me este sapato!
- Não! – reagiu assustado o rapaz.
- Devolve agora!
- Que é isso, cara?
- Mê dê este sapato!
- Não, cara o sapato é meu!
- Esse sapato é do Bruno, devolve agora!
- Se é do Bruno, o que ele está calçando?
Nosso roadie olha pra cima e vê que eu estou devidamente calçado nos dois pés. Quem estava tentando roubar um sapato era ELE!!! O pobre rapaz estava com o sapato na mão, sabe-se la por qual motivo, e foi atacado por um roadie desembestado. Coitado do cara. Não deve ter entendido nada. Mas uma coisa é certa: jamais irá ao show do Biquini com um sapato na mão. Os caras tem umas manias muito esquisitas…. ;-)

Enquanto isso, em algum lugar do Brasil, continuo cantando: O sapato que te dei/ se ainda tens, não sei/ mas se tiver…../ devolva-me!

Meu Querido Pônei:

terça-feira, novembro 25th, 2003

Em 1989, após um ano sem lançar, gravamos o Lp Zé, contendo as músicas Teoria, Bem Vindo Ao Mundo Adulto e Meu Reino com boa execução. A gravadora entretanto estava em profunda crise administrativa e o resultado foi um disco meio que engavetado após dois meses de lançamento e baixas vendagens. Os resultados colhidos com Meu Reino e Bem Vindo… foram fruto de nossa insistência, bem como o apoio de alguns radialistas que apostavam no Biquini. Bem, tudo isto para lhes contar que ficamos apertados de grana naquela época.

Consegui então um emprego inusitado: cantar no coral contratado pela Herbert Richards como ‘free lancer’ nas dublagens de desenhos animados. Foi assim que conheci muita gente boa, como Branca Monjardim, seu marido Mário (vulgo ‘Salsicha’ do Scooby Doo), sua filha Leila, os irmãos Selton e Danton Melo, e mais uma turma de dubladores geniais.

O que esta galera faz é puro milagre. Os desenhos são gravados originalmente em vários canais, nos EUA, com arranjos separados, tudo que tem direito. Chegam no Brasil com apenas um ou dois canais para serem dublados, incluindo corais, efeitos de voz, tudo isto usando apenas um microfone no centro captando tudo em um take só! O erro de um comprometia tudo. Proibido desafinar (nem havia computador para corrigir eventuais deslizes).

Foi uma escola e tanto! Aprendi ‘no grito’ a arranjar e abrir vozes, dosar volume, timbrar e muito mais. Como a minha voz era relativamente conhecida e eu viajava muito, não tinha a menor chance de conseguir um personagem de destaque. Imagine se precisassem de mim e estivesse no interior dando show? Naquele tempo nem havia celular para me acharem. Portanto, já era bom demais estar ali do lado de tantos mestres me dublagem e fazendo parte do coral.

No primeiro dia, estava ansioso para participar daquilo tudo. Branca, que arregimentava e coordenava as gravações disse para mim que seria apresentado a todos e que no final gravaria algo, ganhando meu primeiro ‘din din’. Acontece que, embora tenha chegado cedo, não houve muitos progressos no dia e não havia o que gravar após seis horas de trabalho árduo deles. Eu estava impressionado com aquele ambiente, me divertindo e fazendo amizades, e nem notei que o dia se passou num piscar de olhos.

Eis que a Branca chegou pra mim e disse-me sem graça: ‘Poxa, Bruno, não tenho como colocar você hoje…”.De repente, sua voz parou no ar, seu olhar foi até a esquina e em seguida me perguntou: Você sabe cantar em falsete? Bem fininho?

- “Claro que sim” - respondi prontamente. Não era tanto a grana que me interessava naquele momento; o que queria mesmo era poder aproveitar meu ‘brinquedo novo’, após ver todos dublarem.

- Que bom! Eu tenho um coral agora para três mulheres, mas posso transformar o trio em quarteto sem problemas e assim você ganha algo por ter vindo hoje aqui. Amanhã a gente se organiza melhor.

E foi assim que eu estreei no mundo da dublagem. Acreditem se quiser: cantei o tema de abertura de Meu Querido Pônei:

“Com alegria e fantasia

Eu sei que vamos brincar

Querido Pônei

Querido Pônei…”

Toda vez que passava na TV eu tinha que parar para ver e rir, mas rir MUITO! Uma amiga minha costumava me ligar sempre que via o programa, só para dizer que estava incrédula que uma das vozes era a minha.

- Bruno, estou vendo Meu Querido Pônei.

- Que bom – já respondia com um sorriso no rosto.

- VOCÊ NÃO ESTÁ ENTENDENDO! Acabou minha fantasia! Você é um dos pôneis!

- Calma, eu só dublei a música de abertura…

- Eu não acredito, não a-cre-di-to ….- desabafava e desligava.

Fiz poucos ‘freelas’. Primeiro porque mesmo com a falta de shows, estávamos sempre viajando para divulgar o Biquini e com isto eu não era encontrado com facilidade. Ainda sim, deu pra cantar em programas como Garfield, Disneylândia e outros que, sinceramente, não me lembro.

Espero um dia voltar a participar do mundo das dublagens. Alguns colegas meus já fizeram filmes da Disney e eu gostaria de cantar tb em um destes personagens, quem sabe um vilão? Afinal de mocinhos bonzinhos, me basta o pônei. E aos que me sacaneiam com esta história, prefiro ser o querido pônei do que a egüinha pocotó ;-)

saludos!

O Pessoal Gostaram?:

quarta-feira, agosto 27th, 2003

Esta história é maravilhosa. Coelho que me contou. Não faz muito tempo tocamos em uma cidadezinha, prefiro omitir o nome. Após o show, nosso guitarrista ouve o seguinte diálogo entre pessoas da produção:

- Você acha que o pessoal gostaram? (sic)

(sic) vem do latim e quer dizer “assim”. Entre parênteses após uma frase sugere que o que foi dito, por mais estranho ou errado que pareça foi falado desta maneira.

Pois bem, lá estava o cara perguntando pro outro:

- Você acha que o pessoal gostaram????

A resposta veio com uma pergunta de total estranhamento:

- O pessoal gostaram?????

e antes que o outro pudesse dizer algo, rápidamente concluiu:

- O pessoal ADORARAM!!!

O erro de concordância acabou virando jargão do Biquini. Quando a gente termina um show muito legal, logo aparece alguém pra perguntar:

- E aí, Miguel, o pessoal gostaram?

- O pessoal gostaram???? Gostaram???? O pessoal Adoraram !!!!

E todos caímos na risada ;-)

Burro:

terça-feira, junho 17th, 2003

Fiquei um tempo sem colocar nada no nosso blog, tenho muita preguiça de escrever.

Além disso, faço muitos erros de ortografia, confundo “S” com “SS” ou com “Ç”, “Z” com “S”. Um saco! Toda hora tenho que olhar um dicionário que tenho. E o pior é que ele é minúsculo e lotado de palavras, tenho que pegar meus óculos e ainda me confundo com a ordem das letras do alfabeto. Demoro um tempão pra achar a que eu quero.

As vezes me acho meio burro!

Estamos trabalhando nas nossas novas músicas e fazendo muitos shows como sempre.

Coelho – o burro

Cantando errado:

quarta-feira, maio 28th, 2003

Muita gente canta errado nossas músicas. Talvez por falta de lembrança, ou por se ater ao som das palavras sem mesmo prestar atenção no que dissemos. Não importa. Eu mesmo cantei errado algumas. Quando pequeno os versos “mas é você que ama o passado e que não vê” eu cantava “mas é você que é mal passado e que não vê!” Fiz churrasco de Belchior e Elis Regina, vejam só! Mesmo com o Biquini, acabei mudando certas letras mas foi por licença poética: cantei “Hoje eu vou fazer uma prece” quando o certo é “Pois eu vou fazer uma prece”. Neste caso busquei cantar seguindo minha memória de infância quando Chove Chuva era a música que mais ouvia no meu disquinho do ratinho Toppo Giggio. Cantar errado, então, nem sempre é um erro. Muitas vezes, o ‘erro’ abre caminho para interpretações muito interessantes e acredito que nenhuma música deva ser uma história fixa. Ela deve se encaixar com quem a ouve. No entanto não tem como não nos divertirmos com algumas das ‘versões’ que ouvimos dos fãs (em parênteses, a música do Biquini, pra niguém se perder).

- Um dia a mãe do Toninho tomou conta de mim (Tédio)

- Um dia a monotomia(sic) tomou conta de mim(Tédio)

- Me deixe cavalgar nos seus desatinos, fazer voadas e demoninhos(Vento Ventania)

- Eu carrego comigo a grande agonia de pensar em você no dourar do dia(Timidez)

- Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém. Aqui embaixo, vocês são diferentes(Zé Ninguém)

Isto sem falar nas paródias. Outro dia uma menina me entregou uma letra inteira de Arcos, só falando de Química, Mendeleiev e Antimônio. Começava dizendo “O que se esconde atrás dos frascos”. Muito original. Nós mesmos chegamos a tocar uma versão zoada de Tédio no começo da carreira. Era uma letra que meu irmão havia feito para sacanear a gente, mas nós adoramos e incluímos no repertório. As rádios chegaram a fazer versões de Zé Ninguém e Impossível em 92. O chato era que no fim, eles não tocavam mais as versões originais. Graças a Deus durou pouco tempo. Agora, a campeã foi feita por um amigo que quando soube que iríamos a Portugal fez uma versão de Janaína impagável: A letra, que mudou a personagem para Joaquina, começava assim: “Joaquina acorda todo dia às quatro e meia/E como é hora de ir pra cama Joaquina pensa/Que o dia não passou!/Que nada aconteceu!”.

Se alguém se lembrar de uma música do Biquini que cantava errado, deixe o comentário. Só não vale inventar, ok? =)

Tecnologia, vozes, Miami, esquecimentos e macarrão:

domingo, maio 18th, 2003

Como a tecnologia ajuda! Outro dia o produtor Meme me chamou para gravar umas guitarras no novo CD do Buchecha, ele estava regravando Tédio.

Peguei um CD com o q ele já tinha feito (bateria, baixo e voz guia), gravei várias guitarras no meu estúdio, e mandei pra ele pela internet.

Nunca imaginei que isso algum dia fosse ser possível! Eu não precisei nem ir ao estúdio do Memê, fui lá só pra falar com ele .

Ja gravamos as vozes e alguns violões nas “demos” de nossas novas músicas.

Falta o Miami (Miguel). Vou ligar pra ele. Ele é um pouco enrolado, tem q pegar os filhos no colégio, aulas de piano, balé, boas maneiras e etc….. Muito ocupado!

Vou fazer um CD para o Bruno com bateria, baixo, violão e voz, para ele fazer em casa os arranjos para 2º voz. Aí ele pode testar as idéias dele, pra depois vir ao meu estúdio gravar.

Estou fazendo as trilhas e vinhetas musicais para um novo quadro dentro do ESPORTE ESPETACULAR de domingo. Vai estrear no dia 25/05 ou 01/06, ainda não sei a data e o nome eu não posso dizer (é segredo da GLOBO). Pra dizer a verdade eu me esqueci, me contaram com tanto sigilo, que eu não poderia falar pra ninguém, e acabei esquecendo…

Valeu! Minha mãe me ligou agora me chamando pra almoçar com ela e meu pai. Vou lá fazer macarrão pra eles.

Valeu!

Medo de Barata?

sábado, novembro 18th, 2000

Medo não é a palavra. Nojo, talvez. O fato aconteceu em Itumbiara-GO e Bruno foi expulso de seu quarto graças a uma baratona que passeava sobre sua mala. “Se a tivesse matado tudo bem, mas ela se escondeu e aí não dava para dividirmos o mesmo local. Imagine acordar com ela sobre mim!”. Como o hotel estava lotado, Bruno acabou esperando na recepção até a hora do show. “Felizmente, saimos de viagem logo após a apresentação” =)