Afinal, o que é isto? (2)

7 de fevereiro de 2010


Acreditem se quiser, esta placa estava no café da manhã de um hotel de uma importante cadeia norte americana em Fortaleza, onde nos hospedamos. Sleeve Juice como tradução de Suco de Manga. Só que Sleeve é manga…de CAMISA, em inglês!!! Entre gargalhadas nossas, falei para a Recepção do Hotel que era melhor fazer uma revisão nas plaquinhas, para evitarem mais piadas!

“Mas Ceará O Benedito?”

7 de fevereiro de 2010

Trocadilho infame com a cidade de São Benedito, mas que aproveito aqui para contar como foi nosso primeiro show no projeto Férias no Ceará. Aliás, quem quiser saber a origem da expressão “Mas Será O Benedito?” basta clivar no link
Chegamos numa quinta feira em Barbalha depois de quase 5 horas de voo com escala em Recife e direto para Juazeiro do Norte. Birita aproveitou para conhecer a estátua de Padre Cícero, uma das maiores do país, com 27 metros de altura e gostou do visual da cidade. Enquanto isso, chegávamos no hotel onde fomos recepcionados por diversos fãs, que entre presentes e lindas cartas, bateram um longo papo conosco. Fui pro quarto descansar para poder recarregar minhas baterias e ficar pronto pro grande show em Barbalha.
O telefone toca. Atendo e recebo a notícia. O show foi cancelado! Como assim? Cancelado? Eu explico. Dois policiais foram mortos em confronto com um traficante na véspera do show. Na quinta, uma hora antes da equipe montar o palco, outra pessoa foi morta nas imediações. O clima estava tenso na cidade e o show foi cancelado pelo Governador do Ceará que, por acaso, se encontrava em Juazeiro e soube do fato. Compreendo perfeitamente a situação, mas não posso deixar de manifestar nossa decepção. Fiquei pensando naqueles fãs que tanto esperaram por este dia, que tantos recados em contagem regressiva ansiavam por esta noite. Tudo que posso dizer é que vamos fazer o possível para retornar logo à região. Ficamos na cidade até a meia noite, quando encaramos longas horas na madrugada com destino à São Benedito.

Localizada numa serra muito bonita, o tempo parece não passar por lá. Literalmente. Meu celular não pegava, consequentemente não tinha acesso à Internet e o dia se arrastava a conta-gotas. O clima ameno da cidade nos levou à praça para ensaiar um pouco à tarde . Decidimos tocar algumas músicas do 80 volume 2 que não entravam no repertório há tempos, como Tempos Modernos, do Lulu Santos. Ficamos um bom tempo na praça dando um show extra a quem havia chegado cedo. Quando a noite caiu, chegamos com o lugar todo tomado. Gente de diversas cidades marcaram presença e nós nos esbaldamos com o público caloroso e hospitaleiro. A cidade é famosa também pela produção de Flores, inclusive com uma festa famosa no país. Quem sabe a gente não volta pra Festa das Flores? Esperamos que sim, pois o show foi o primeiro, mas não o último. Valeu São Benedito! Seguimos direto para Fortaleza madrugada adentro. Proxima parada: parque do Cocó!

Cabedelo, Fest Verão e a Coreografia

7 de fevereiro de 2010

O show no Fest Verão 2010 tinha um sabor diferente para nós. Ele seria filmado pela equipe da TV Globo da Paraíba para o quadro Desafio da Galera, do Fantástico. Para isto, era preciso que fizéssemos uma certa coreografia com o público. No show do Biquini, as pessoas participam muito, pulam, mexem os braços, giram camisetas, são sempre um espetáculo à parte. Não seria difícil criarmos algo para o programa. Decidimos fazer então em Zé Ninguém. Este ano é de eleição, seria bom darmos um recado a todos que acham que se reelegerão, depois de tantas falcatruas. Coreografia não é só para mexer o corpo, pode também exercitar a cabeça e dar um recado a todo mundo num ano tão importante.
A noite foi concorrida. CPM22 abriu debaixo de um toró magnânimo. Tivemos também Claudia Leitte, com quem fiquei um bom tempo nos camarins falando de música e filhos, fraldas etc. Infelizmente não daria para cantarmos juntos Romance Ideal. Seríamos os últimos a tocar e ela já estava de partida. Um dia acontece! Depois da Banda EVA, chegou a nossa vez de subir ao palco.
O show foi sensacional. Fã-Clubes estendendo faixas, Sou Biquini e Não NEGO, Apoteose, Contramão, Em Algum Lugar No Tempo, Soul Biquini, muita gente presente na primeira fila. A cada música que tocávamos, mais forte era a emoção da galera. São Pedro nos deu uma trégua e não choveu no nosso show.
E tome loucura: a grua da Rede Globo para as tomadas do alto serviu para eu fazer um passeio sobrevoando o público em Carta Aos Missionários! Em Zé Ninguém, fizemos um enorme discurso contra os tais políticos que acham que temos memória curta. Este ano poderemos fazer uma limpa por lá. Se vai adiantar, não sei, mas não podemos mais colocar quem notoriamente nos rouba. Foi um discurso forte e que ecoou no público presente.
Veio então o momento da coreografia. Aproveitei um praticável elevado no meio do público, usado pela polícia e segurança, para ensinar e fazer tudo com eles, ali mesmo, no meio da turma. Passamos umas 3 vezes e filmamos. Eu, confesso, não tive como perceber se tinha ficado bom, já que fiquei no meio da galera. Foi a primeira pergunta que fiz a todos: ficou legal? ficou legal? E o show continuou com uma força incrível até o final. A foto de Anderson Silva é uma mostra de como foi a festa. Saímos felizes e animados para assistir na TV como tudo aquilo seria apresentado. Disseram que era já pro próximo domingo. Avisaram que ficaria para o outro. Esperamos até sexta quando nos disseram que não daria para mostrar dada a quantidade de shows filmados em todo pais pelas afiliadas da Rede Globo. Uma pena. Ainda bem que alguns fãs puseram os ensaios no YouTube, como estes aqui da Aninha e da Jessica. Mais uma vez, obrigado a todos de Cabedelo, a toda Paraíba. Foi FANTASTICO!

A Maratona de Brasília

7 de fevereiro de 2010

A Corrida de Reis é notória em Brasília. E lá estávamos nós para fazer o encerramento num ginásio enorme. Saímos cedo de casa e fomos recebidos em um excelente hotel. O problema é que o ar condicionado não funcionava nos quartos. De novo? Na semana anterior, a volta de Turmalina para o Rio foi em 17 horas dentro de um forno de microônibus! Estão de marcação com a gente! Janelas abertas nos quartos não ajudaram muito quando se fala do calor que faz em Brasília nesta época do ano. Um calor seco daqueles que te fazem cuspir em pó. Recebi uns amigos, batemos um papo e logo fomos para a passagem de som. Começamos a testar algumas novidades em Zé Ninguém. Vai ficar legal mas precisamos ensaiar um pouco mais. Também aproveitamos para ensaiar a nova música, para toca-la assim que entrar nas rádios em Fevereiro.
Quando finalmente pisamos no palco para o show, a cena era incrível. Ficava eu me perguntando, como a galera depois de correr tanto ainda teria pique para encarar quase duas horas de show? Bem, acho que eu os subestimei! Tiraram de letra! Arrebentaram, pularam, cantaram muito. Foi um belíssimo show que ainda contou com dois convidados surpresa: O primeiro foi Marceleza, cantor do Maskavo, que nos brindou em Vento Ventania. No bis, tocamos com Philippe Seabra que chegou a mudar a letra de Até Quando Esperar para sacanear os escândalos do “panetone” do governador Arruda no Distrito Federal. Impagável. A galera no show esbanjou saúde. Eu, por outro lado, terminei mortinho!
Se me pedissem para correr depois do show só se fossem cem metros rasos para um sono profundo ;)

Turma Linda!

7 de fevereiro de 2010

Turmalina é uma cidade ao norte de Minas. É comum tocarmos no início do ano nesta região. A viagem é longa. Pela Internet, estima-se 14 horas. No entanto, levamos 17 na ida. As estradas estavam péssimas e, depois soubemos, o outro caminho - mais longo - era mais rápido e com menos curvas e serras. Mortos de cansaço e fome, chegamos numa hora ingrata, quando os restaurantes praticamente estão fechando. Conseguimos ainda assim, almoçar bem e esperar pela noite para a festa. A rua estava tomada e o público participou conosco do começo ao fim. Eu, carinhosamente, retribuí com um trocadilho: a cidade tinha que mudar o nome para Turma Linda. O carinho de todos ali os tornavam mais preciosos que a pedra que dá o nome à cidade. Fim do show, muitas fotos, e uma longa volta para casa. Longa mesmo, pois a correia do ar condicionado quebrou, pneu furou, foi aquela loucura. O problema é que eu estava com horário contado para chegar em casa. Previa que às quatro da tarde, no mais tardar, seis, chegaria. Com os atrasos, vi que isto era impossível. Saí no meio da estrada! Estava perto de Belo Horizonte e decidi pegar um taxi para o aeroporto de Confins. Acontece que não havia um sequer na região que pudesse me levar, e se não fosse uma alma caridosa que veio falar comigo por ser fã da banda e acabou se oferecendo para fazer o trajeto, não sei como teria conseguido chegar a tempo.
Obrigadão, rapaz!

O Último Urso Polar - André Rosa

24 de janeiro de 2010

Ao invés de colocar aqui meus comentários sobre o livro, transcrevo a orelha que assinei para este trabalho do André.
Ao ler o Último Urso Polar, André Luis Godoy Rosa te convida a ser seu amigo. E como surgem as amizades?
Em geral, elas despontam pelas semelhanças, por aquilo que você viveu, por tudo que te fez ser quem é até os dias de hoje. Em seus versos, André te confessa fazer parte de uma geração que amou o rock brasileiro, que cresceu vendo os filmes de Chaplin, que apaixonou-se pelos versos de Quintana e, como muitos, também suspirou por Maitê Proença. Divide suas alegrias, tristezas, humores e revoltas. Seu coração é este livro aberto que você folheia agora. Quem percorrer seus poemas, também dividirá com ele seus temores, o destino do mundo, tão cheio de apatia às violências.
Nostalgia vem do grego, nostos, passado, e algia, dor. Uma palavra bonita mas que expressa a dor do passado. Cada poesia de André transborda-se de lembranças, felicidades desapercebidas, e essa tal nostalgia. Essa dor é tão forte em seus poemas que sugere uma ponta de prazer, um orgulho daquilo que viveu, uma sensação que “era feliz e sabia”, que tratou de guardar cada momento para saboreá-los contigo, mesmo que você, leitor, não tenha nascido no fim dos 60, início dos 70 ou, de algum jeito, vivido intensamente os anos 80. Ele tratará de contar e dividir estes momentos contigo, como segredos espalhados aos quatro cantos.
São votos de amizade, são fotos de carinho, vindos de alguém que escreveu cada verso para te dizer que o urso não está sozinho. Ao final da última página, você concordará comigo.

Bruno Gouveia

O livro se encontra à venda aqui!

Biquini presenteia os fãs com calendário

6 de janeiro de 2010

Para começar bem o ano, que tal um calendário com super fotos do Biquini Cavadão? Pois foi isso que a banda fez. Criou um calendário para os fãs baixarem, imprimirem como desejarem e terem Bruno, Miguel, Coelho e Birita os acompanhando o ano todo. Tudo que você precisa é baixar o calendário e curtir as fotos. Os fãs também criaram um link alternativo no rapidshare.

Em destaque, as datas de surgimento da banda e dos aniversários dos integrantes. O que está esperando?

Adeus 2009, que venha 2010!

4 de janeiro de 2010

Estranho sair de casa em um ano e voltar noutro mas, de 2000 para cá, fizemos seis shows no reveillon. Começou em Brasília em 2000. Depois veio Fortaleza em 2003, 2005 e 2007. Em 2008 foi a vez de Divinópolis-MG e agora, Beberibe, CE. Meu terceiro ano seguido sem a família, que infelizmente não pode me acompanhar, já que Gabriel é muito pequeno ainda. Decidi assim comemorar o reveillon um dia antes, com champanhe e tudo mais. Afinal, é tudo uma questão de fuso horário. O arquipélago de Kiribati comemora o reveillon no meio do Oceano Pacífico enquanto aqui estamos almoçando. Pensando deste jeito, celebrei o ano novo dia 30 mesmo ;-)

Ao chegarmos no hotel, muito bom e aconchegante por sinal, não pude descansar direito. Queria muito dormir pois acordei cedo, mas não conseguia. Resultado, caí na piscina e lá fiquei relaxando até escurecer. Dormi um pouco, apenas para recarregar as baterias para a grande festa. Às onze, liguei para todos desejando um ótimo ano novo, já que o horário de verão me permite esta maluquice. Foi a hora de falar com todos e desejar tudo de bom. Já estava a caminho da praça da Sé. e esperei dar meia noite para celebrar com toda equipe e meu empresário, que trouxe sua mulher e sua adorável filhinha de 3 anos. O show foi lindo, emocionante. Uma multidão cantava da primeira a última música. Começamos com o pé direito!

Foi um ano bem complicado: crise mundial, gripe H1N1, cancelamentos de shows de um dia pro outro e, no entanto, fizemos tanta coisa legal que ali, em Beberibe, fiquei meio bobo no palco pensando como passou rápido.

Estreamos no Twitter, Facebook, Formspring, chegamos a 60 mil fãs no Orkut e isto é apenas o começo de um ano muito especial para nós. Serão 25 anos de banda. Queremos festejar em cada show nossa história, nosso passado, presente e, principalmente, construir o futuro para os próximos 25.

A vocês que pacientemente lêem estas linhas, obrigado pela fidelidade, por apoiar o Biquini independente das modas em voga, por fazer da nossa vida esta montanha russa que nos leva de norte a sul do país. Vamos que vamos para 2010!

abraços e beijos

A Cigarra em Formiga

27 de dezembro de 2009

Uma vez uma formiga viu uma cigarra cantando e disse, “você não tem medo do inverno”? Não, respondeu a comadre cigarra, “eu canto em outros lugares no inverno: França por exemplo”. Ah, respondeu a formiga, “é mesmo? Então se for à França e encontrar um tal de La Fontaine, mande ele pra aquele lugar!!! E vê se não demora a voltar aqui para fazer um showzinho pra mim, ok?”.
A paródia aqui descrita é um brincadeira com a cidade de Formiga que, neste sábado, foi ver as cigarras do Biquini Cavadão! Tecnicamente foi nosso último show já que sabemos que em Beberibe, tocaremos depois da meia noite. Também foi o aniversário de Magal. O maluco comemorou tanto na véspera que acabou perdendo o ônibus. Chegou tão esbaforido depois de pegar uma condução na rodoviária, que acabou esquecendo de levar meias! Teve que tocar com um par extra da mala do Miguel. O show foi num evento chamdo Natal Pop, que teve ainda Sideral na véspera. Casa cheia, muita animação e reencontro com fãs de cidades próximas e outras nem tão próximas assim. Temos tocado bastante na região. Divinópolis é pertinho e foi lá que fizemos o reveillon no ano passado. Parece que foi ontem. Muita coisa boa rolou em 2009, muitos estados nos viram e a tour do 80 volume 2 ainda seguirá por mais alguns meses, mas gradativamente incorporando novidades. O resto é surpresa ;)

Barra do Piraí pirou!

20 de dezembro de 2009

Não dormimos de Belo Horizonte até chegar em Barra do Piraí. Entenda-se como dormir o ato de se repousar sobre uma cama imóvel em um aposento, de preferência, tranqüilo. Foi chegar no hotel em BH e já fazer as malas para o aeroporto. Cochilei na van, no saguão de embarque, no avião, no ônibus, até chegar no hotel e apagar de vez até o começo da tarde. Dormi pesado, cansado e recuperei as forças para o show no Royal Clube. Logo no começo, fui atacado por uma tremenda dor de cabeça, Surgiu entre a segunda e terceira música. Pedi dois analgésicos para os roadies que me salvaram desta. Era um tum-tum-tum latejante que estava me tirando do sério ;-)
Graças a Deus, o efeito do remédio foi rápido e eu segui sem maiores problemas. Há tempos que não tocávamos em Barra do Piraí. Para ser exato, doze anos. E foi lindo ver o clube lotado, gente de todas as idades, de todas as cidades, fazendo a maior festa conosco nessa nossa quinta visita à ciade. Barra do Piraí pirou, como me disse um fã.
Neste mês de dezembro, já que o reveillon vai ser em Beberibe-CE, decidimos comemorar o ano novo em cada show que estamos fazendo. É um momento bem divertido no show que celebra o adeus a tudo que pesou em 2009 e o que queremos que venha de bom em 2010. Também temos lembrado nos shows, ao som de Zé Ninguém, que será um ano com eleições e que teremos uma grande chance de fazer uma “limpa’ no congresso nacional, tirar de lá muitos nomes que sujaram as primeiras páginas dos jornais. Seja de que estado você for, não deixe de fazer a sua parte: pesquise, procure saber mais sobre cada candidato, independente de partido. Que 2010 seja, de fato, um ano NOVO para nós, e não uma repetição de tantos absurdos que se repetem por aí.
Foi nosso último show antes do Natal. Coelho até tocou com uma touquinha do Papai Noel ;-) E, assim, me despeço de vocês, desejando um ótimo Natal, com muita paz e alegria. E a loucura volta já no dia 26 com show em Minas!

Belo Horizonte tri!

20 de dezembro de 2009

Quando tocamos três vezes numa cidade no mesmo ano, celebramos o reencontro com amigos, fazemos a maior festa mesmo. Isto é raro ocorrer porque, a exceção do Rio, onde moramos, é muito difícil fazer um show numa cidade, imagine três! Entretanto, Belo Horizonte passou por isto neste 2009, com shows no Music Hall e na serraria Souza Pinto. De volta à cidade e ao Music Hall, fizemos a festa no projeto Eu Faço Cultura, o último deste ano. Abertura do Nicolas Krasic e seu violino dando um ar francês a clássicos de Chico, Jacob do Bandolím e muitos outros grandes nomes da nossa música. Ele faz cultura, sim senhor! Depois, foi nossa vez. No palco, me assustei com a casa lotada, ainda mais depois do temporal que parou a cidade no fim da tarde. É pessoal, o tri-campeonato de 2009 foi conquistado com muita alegria, farra, diversão. O detalhe engraçado ficou por conta de minhas calças. Esqueci de colocar o cinto na mala. Por sorte, esta que usei tinha um cadarço que me salvou de algum vexame ;-) O ano está terminando e cada show melhor que o outro. Obrigado, pessoal.

O SHOW em Goiânia e a festa surpresa

6 de dezembro de 2009

Nunca havíamos tocado tanto em Goiás. Foram shows em diversas cidades que nos viram pela primeira vez: Aragarças, Edéia, Aruanã, Campinorte, além de uma volta a Quirinópolis e Rio Verde e um show em março na capital, Goiânia. E foi assim, fechando o ano no estado com chave de ouro, que subimos ao palco do Jaó, novamente cheio para nos ver. O dia foi cansativo, com muitas visitas às rádios. Precisava dormir um pouco e poupar a voz, mas sempre aparecia algo para ser feito. Ainda assim, cumprimos todos os eventos e pude relaxar entre 5 da tarde até dez da noite. Ao me jogar no público, quase caí desta vez. Por sorte não foi nada grave, o que me deu ânimo de tentar de novo, desta vez com sucesso. Por outro lado, as invasões foram freqüentes. e muitas vezes desnecessárias, pois como já dissemos aqui, quem invade não sabe que sem querer pode acabar desplugando algum cabo, pode até se machucar seriamente. Quando nós chamamos, já sabemos como e por onde fazer. Quase ao final do show tive que dar uma bronca, pois um manézinho decidiu cuspir em mim enquanto caminhava pela grade que separava o público da gente. Graças a Deus, mantive a frieza e não deixei que uma atitude deplorável desta pudesse acabar com o ótimo clima reinante no Jaó. Após o show, atendemos diversos fãs e finalmente fomos pro hotel, para (apenas) duas horas de sono. Agora, o destino era Recife. Recife?

Festas fechadas são shows que nem deveriam ser comentados aqui pois se trata de um evento que impede a presença de diversos fãs. Por isso mesmo, não anunciamos no site, apenas colocamos na agenda quando ele já foi feito. Desta vez, voltamos ao Chevrolet Hall, no Recife para um show de fim de ano para os funcionários da Coca Cola. À tarde! Não rolou descanso, só durante o vôo, talvez. Foi tudo bem corrido mas terminou bem. No começo do show, o palco estava cheio de bolas de mais ou menos um metro de diâmetro. Quando entrei no palco quase caí diversas vezes. Teria sido uma entrada fantástica! Conforme o show ia passando, o público foi se soltando. Até demais, eu diria, pois em Zé Ninguém, ao descer no meio do público acabei passando por uns fãs que abriram uma roda, pulando, se empurrando e acabei levando um soco no nariz. Isso mesmo, um murro que só não me derrubou porque eu peguei o finalzinho do soco, para surpresa e desespero do fã, que levou as mãos à cabeça. Foi sem querer, claro, e eu tratei de seguir em frente com uma vontade de espirrar e torcendo para que não sangrasse, o que de fato não aconteceu. A festa reuniu gente de diversos estados e cada um nos recebeu com muito carinho, dentro e fora do palco. Para nós, ávidos consumidores do refrigerante, pudemos conhecer um pouco mais sobre este que é o terceiro maior mercado do produto no mundo, perdendo apenas para México e, claro, Estados Unidos. Tão logo acabou o show eu corri pro aeroporto e consegui uma vaga no avião para voltar pra casa. Mas tinha que ser na hora do jogo? E aqui estou eu, em pelo ar, sem ter idéia de como está o placar, quem vai ser campeão, uma agonia de dar dó. Que vença o melhor!

em tempo: só quando pousamos que descobri que o Flamengo se sagrou campeão! ;-)

Três dias e um show em SP

6 de dezembro de 2009

O projeto Eu Faço Cultura da Caixa Seguros chegou a São Paulo e fizemos um ótimo show na capital. Um grande barato! Entretanto, por se tratar de um projeto diferenciado, isto é, não funciona como um show normal, os fãs tiveram muitas dúvidas para saber como comprar os ingressos. Falou-se que era um show fechado, que era complicado comprar no dia, muitas informações ficaram no ar. Por conta disso, fizemos nossa parte divulgando através de Orkut, Tweeter, Facebook, Fotolog e Twitpic o máximo que sabíamos.
Durante dois dias, gravamos os programas necessários na TV Gazeta que nos auxiliou lindamente. Também gravamos programas que ainda irão ao ar,como o TV Animal (SBT) e o Programa Novo (Cultura). Almoçamos em jantamos muito bem, como sempre acontece em São Paulo, por sinal. Júlio, que tem, cuidado da parte on-line, nos ajudou a criar uma promoção que deu um super kit de natal para Gessica, cearense morando há dois anos na cidade e fãzoca da banda. A sortida ganhou diversos CDs , Dvd, camiseta e até uma palheta!
O ginásio Juventus se encheu de fãs do Biquini que cantaram da primeira à última música. Foi um show como queríamos fazer há tempos na cidade. Ficamos hospedados no Tatuapé, bairro próximo, mas impossível de chegar à sede do Juventus, graças à motorista da van que se perdeu pelo caminho.
Sobre isto, existem algumas leis que acompanham as bandas na estrada e que as confirmamos mais e mais a cada dia:
Lei da Estadia: A qualidade do hotel é inversamente proporcional ao tempo que você passa nele. Perfeitamente comprovado: passamos dois dias em um hotel simples e menos de 12 horas (das quais metade do tempo fora tocando) no dia do show!
Lei do banco de Van: A qualidade do banco da van é inversamente proporcional à distância cumprida. Mais uma vez comprovado: Pegamos uma van de banco duro por quase uma hora e meia em engarrafamento que fez Miguel acreditar que Tatuapé é o nome do bairro graças ao Tatu que abandonou o carro depois de meia hora parado! Do hotel ao local do show, fomos recebidos por uma van de bancos de luxo, reclináveis e com TV de plasma!
Lei do motorista da van: todo motorista de van contratado para fazer o traslado nosso do hotel ao local do show não sabe o caminho! Esta lei, que nos foi contada pelos músicos do Lulu Santos e realmente acontece. Ainda que a van fosse confortável, levamos muito mais tempo dentro dela, já que a motorista não se achava num caminho menor que 3 quilômetros!
outras leis conhecidas para quem faz shows são estas:
Primeira lei da estrada: Não comerás, não dormirás e a culpa é sempre sua
Segunda lei da estrada: Quanto mais perto, mais longe. Se o show é numa cidade a duas horas de viagem, levará cinco, graças a toda sorte de motivos: ônibus quebrado, engarrafamento, etc…
De volta ao show, quando finalmente chegamos ao camarim, já era hora de entrar no palco. Estava me livrando de uma gripe/sinusite que fez cantar quase sem nariz e ouvido (totalmente entupido) mas confesso que não me lembrei disso durante a festa! Recebemos os fãs no camarim e tratamos de dormir o máximo possível no hotel, já que em duas horas acordaríamos para uma nova viagem. Destino: Goiânia!

Últimas Lonas do Ano

2 de dezembro de 2009

Foram dez shows nas lonas culturais, um recorde! Tocamos na Hermeto Paschoal, Renato Russo, João Bosco (duas vezes) e, para fechar, pela terceira vez estivemos nas lonas Gilberto Gil e Jacob do Bandolim. O fim de semana também passou a ser uma despedida oficial aos cariocas que nos deram tanto carinho ao longo do ano. Foram diversos shows pela cidade e em muitos, chegamos a nos impressionar com os rostos dos fãs se repetindo, sempre com a mesma animação e agitação. As lonas foram calorosas e calorentas! O clima no Rio, abafado, sem vento, tornou cada lugar em um forno de microondas. Birita, desta vez, foi precavido e levou um ventilador à tiracolo, mas ainda assim não foi suficiente. O tradicional banho de balde no fim do show parece que foi aguardado com ansiedade por todos os presentes. No camarim em Realengo, confessávamos entre nós que quando chegou a metade do show bateu um desespero de pensar que ainda faltava muito para se tocar cozinhando e sob refletores quentes, mas a galera forneceu a energia que nos faltava o tempo todo. No primeiro dia, rolou uma citação de Sabor do Sol, do disco biquíni.com.br, enquanto no segundo, bisamos com Camila Camila, atendendo a pedidos. Portanto, meus queridos cariocas, quem viu, viu. Mais biquíni, agora, só em 2010. Se bater uma loucura, Barra do Piraí não é muito longe, viu?

Pegar fogo nunca foi atracão de circo…

23 de novembro de 2009

O calor que fez naquele sábado no Rio seria capaz de afugentar tanta gente quanto se tivesse chovido a cântaros. No entanto, o Circo Voador nos presenteou com um público sublime. Ao longo do ano, fizemos vários shows na cidade, principalmente nas lonas culturais. No entanto, voltar à Lapa, ao Circo Voador, nave mãe de todas as lonas era algo almejado por nós desde o começo do ano. Completamos um ano e dois meses desde a gravação do nosso DVD. Queríamos celebrar isto de maneira especial. Junto com a galera da Festa Ploc, a maior festa oitentista do país, nos preparamos para um show com tudo que os fás mereciam e até o que eles nem imaginavam. Guilherme Lemos, subiu ao palco e, com seu visual, criou uma miragem. Biquini e Renato Russo, juntos em 2009? Pra quem não sabe, Guilherme Lemos ganhou destaque ao participar no Domingão do Faustão cantando músicas da Legiâo, banda que adora. A semelhança com seu ídolo é grande! Após o show do Biquini, ele se apresentaria, mas antes cantou “Múmias” conosco. Nos conhecemos há alguns anos no Espírito Santo. Que fique claro que chamei ao palco o Guilherme, não o Renato, que ele interpreta. Antes de pisarmos no palco, conversamos sobre isto e foi um momento e tanto no show, aposto. Foi um show nitidamente mais longo. Tocamos trechos de Quem Dera A Vida Fosse Sempre Assim, atacamos de Tainted Love, Música Urbana (dedicada à recuperação de Dinho) e emendamos Meu Reino em Quanto Tempo Demora Um Mês. Minha lona é meu reino ;-)
Foi um um show que nos exauriu totalmente. Birita passava mal depois de quase duas horas tocando bateria naquele forno. O que nos espera nas lonas de Realengo e Jacarepaguá, verdadeiras saunas, até nos assusta ;-) Como diria Rita Lee, “pegar fogo nunca foi atracão de circo, mas não deixa de ser um caloroso espetáculo”. Obrigado a todos que dividiram este momento conosco!

Matinhas a mil e a história de Ana Antônia

23 de novembro de 2009

Nossa partida à Matinhas-PB começou às quatro e meia da matina. Pegamos um voo para São Paulo e em seguida para Recife, seguido de um ónibus para a cidade. Cansaço, noite sem dormir, uma dor no nervo ciático, tudo atrapalhando! Ao chegar na cidade, já era noite. Queria dormir de qualquer jeito. Não pensei duas vezes: desabei sobre a cama o quanto pude. Acordei com batidas na porta. Tava na hora de ir e eu com aquela cara amassada no espelho. Logo tratei de ficar desperto. Sabe quando você acorda que você parece que está com a voz enterrada no fundo das profundezas? Pois é, para quem canta isto é fogo! Tem que fazer exercícios para “aquecer” a voz. E lá fui eu, para desespero de todos na van, fazendo minhas escalas, meus tremidos, fricativos e trinados: vvvvvvvfffffff, trrrrrrrrllllll, hmmmmmmm, e por aí foi. Chegada a hora de pisar no palco, tivemos como fazer um show mais longo, para alegrida de fás paraibanos, pernambucanos e cearenses!! A festa ainda contou com muita animação nos camarins. De volta ao hotel, tomamos um senhor café da manhã e rumamos para Recife, de volta pra casa. O voo tinha classe executiva e Miguel é expert em saber as configurações dos aviões. Como, de tanto voar, temos cartões de milhagem hiper-especiais, pudemos retornar naqueles assentos mais confortáveis. Eis que a mulher na poltrona do meu lado começa a puxar papo. Divertida e alegre, pergunto-lhe o motivo da ida ao Rio. Entre uma explicação e outra, ela me conta que não tinha uma perna. Caramba! Sentado com ela ali, não havia percebido isso. É comum vermos pessoas amputadas como tristes figuras. Não era o caso de Ana Antônia. Ela tem uma ótima energia, um astral que transforma em beleza tudo que está à sua volta. Batalha por uma prótese que lhe dê todos os movimentos que ela perdeu. Decidi ajuda-la divulgando aqui seu flyer. Não precisa muito, pequenos valores, as vezes, vem com grande carga de energia. E como diria a canção: “apesar de tudo, ela tem sonhos”

A Trilogia do Triângulo

23 de novembro de 2009

Em 2007 tivemos a honra de participar do Triângulo Music pela primeira vez. Foi um show memorável para todos que estavam no Parque do Sabiá, em Uberlândia e para nós mesmos. Saímos eleitos como “o melhor show do festival”. Queríamos ter repetido a dose em 2008 mas isto não foi possível. As datas não casaram, mas não deixamos de participar: fizemos um show de aquecimento em Uberaba, junto com Pato Fu. Agora em 2009, foi aquela loucura. Inicialmente o show não rolaria por desencontro novamente nas agendas, mas veio a gripe suína e o evento foi adiado. Alguns artistas não conseguiram transferir a data e nestas vagas abertas é que poderia entrar o Biquini. Foram feitas votações pela Internet, o Biquini foi muito bem cotado mas ainda não havia chegado o convite. Somente em Outubro é que se confirmou a nossa ida. Tenho um grande carinho pelo festival. Afinal, é no Triângulo Mineiro. Ituiutaba, minha cidade natal fica ali pertinho e a organização é impecável!
Nosso show aconteceu uma semana depois da queda de Dinho Ouro Preto, do Capital Inicial, de uma plataforma em um show em Patos de Minas. Subo ao palco e, gulp, me dou de cara com uma enorme passarela ligando o palco à área VIP e a galera ensandecida. Prestamos uma homenagem a ele, torcendo por uma rápida recuperação. Estávamos mordidos e o show veio com aquela vontade de matar as saudades da galera e nossas também. Perto do show de 2007 queríamos fazer um 2009 impecável. Uberlândia respondeu com carinho, agitação, ninguém parado e sentimos que nossa promessa havia sido cumprida. Como diria Dinho: Duka Ralho! Ubelândia über alles!

Nossa primeira vez em Barretos

6 de novembro de 2009

Todo o país conhece Barretos pela festa do Peão Boiadeiro. Já vi diversas vezes pela TV. Acontece que só estando na arena para entender a dimensão do espaço e imaginar como deve ser bonito tocar ali. Olhei para o local e me disse: ainda faremos um show nesta festa!
Nossa primeira vez na cidade não foi neste evento, mas aconteceu no Espaço Berrantão, um local a 200 metros dali. A festa Vinil é temática dos anos 80. Nada mais natural que chamar uma banda que lançou um DVD com este nome. Para nós, entretanto, é meio antagônico. Se por um lado, este é o tipo de público que adora ouvir estas canções, e tais festas são uma chance de tocarmos em locais nunca antes visitados, temos diversas músicas das décadas de 90 e a atual, nossos arranjos para as canções oitentistas são bem diferentes das que embalaram esta geração nostálgica. Será que eles irão gostar do show? Acredite se quiser, mas pensamos realmente nisso!
E, graças a Deus, sempre nos surpreendemos positivamente. O show consegue ser cantado do começo ao fim e, ao mesmo tempo, não cheira a naftalina. É diferente de uma volta ao passado. É mais como se a galera fosse jovem hoje. Isto sem contar com os fãs que nasceram depois dos 80 mas que amam o trabalho do Biquíni e as bandas que regravamos. A festa ainda teve Kid Vinil nas pick-ups que ainda fez uma participação especial em Envelheço Na Cidade, no bis.
Foi um ótimo show numa região que não é comum a gente aparecer. Teve gente de Pirangi, Franca e até do Triângulo Mineiro por lá. O show servirá de aperitivo para outras vindas, temos a certeza disso. Seguuuura, Biquíni!!! ;-)

Show intenso em Patos

24 de outubro de 2009

Já havíamos nos hospedado em Patos-PB quando fomos tocar neste ano em Maturéia, cidade vizinha. Desta vez, a festa era na própria cidade. A viagem foi longa e super cansativa. O ônibus desconfortável não ajudava. O motorista andava lento. “Acelera, Motorista!”, alguém falou. Ele então resolveu ultrapassar um caminhão e quase batemos de frente com um carro na contramão. “Ok, pode andar mais devagar, motorista!”, nos resignamos. A viagem demorou doze horas desde sua saída no Rio e já estávamos mortos. Ao chegar no hotel, só queria ficar deitado em uma cama horizontal e que não fizesse curvas. Consegui: por apenas uma hora. Logo era chegada a hora de me arrumar, fazer as malas e tocar. Uma multidão nos esperava na arena montada para receber o primeiro show de rock na cidade. Nestas horas, penso nos bandeirantes que abriram caminho a golpes de facão mata adentro. Desbravamos o interior da Paraíba e, contrariando o paradigma do forró, estamos comprovando a tudo e todos que a galera gosta é de rock mesmo! Resultado: praça lotada, um show lindo, reunião de cidades, fã-clubes (Apoteose e Contra Mão), bandeiras do Brasil e do estado da Paraíba nos saudando com o maior carinho do mundo. Tão bom que foi difícil ter que deixar o palco, mas era preciso. Nosso show no dia seguinte seria em Barretos-SP. Outra viagem longa nos esperava e teríamos de volta pela mesma estrada que nos trouxe, desta vez com tempo correndo contra nós. Tivemos que agilizar tudo.
Fato curioso: Um fã quase pôs tudo a perder. Tal como o chinês que se colocou em frente aos tanques na Praça da Paz Celestial, ele não deixava a van da gente sair, apesar dos pedidos e principalmente de nosso medo que ele pudesse se machucar em seu desespero. Talvez ele não saiba que tanto quanto pra ele, nos dói partir assim. Não há prazer em sair correndo, mas a vida não nos dá muitas alternativas, show buziness no Brasil não tem lógica nem logística. Um dia no Nordeste, outro dia quase no coração do país. Se tivemos respeito e de tudo fizemos para chegar a tempo em uma cidade, é preciso agir da mesma forma com nossa próxima parada. Certamente teremos outra chance de nos ver, rapaz! Por conta desta loucura, ele pagou mico e a gente quase pagou o pato! ;-)
Termino o post de hoje em plena estrada, de volta a Recife agradecendo à Paraíba, por momentos tão incríveis neste ano. Ainda teremos mais! É só esperar!

De volta à Ituiutaba…

24 de outubro de 2009

Nesta terça, confirmamos nossa entrada no Triângulo Music, super evento em Uberlândia que tivemos o prazer de tocar em 2007. Logo me ligam do escritório: Bruno, você vai pra lá para fazer algumas matérias e divulgação. Ótimo, pensei. Quando? A resposta foi rápida: amanhã! Em menos de 24 horas estava pousando no triângulo mineiro e meu primeiro compromisso foi em Ituiutaba, a 130 km de lá.
Eu nasci nesta cidade no dia 18 de Novembro às duas da manhã. Escorpião com Virgem ascendente. Lá, vivi até os meus quatro anos e meio, quando minha família então se mudou para o Rio. Voltei à cidade mais quatro vezes: uma em 75, com nove anos. As outras já foram com o Biquíni em 87, 93 e 2002.
Na cidade moram hoje meus tios avós Adelor e Nair, uns amores. Meu tio avô é medico, escreveu a letra do hino da cidade e fez meu parto. Morei na rua 22. Quando passo por lá, sinto uma vontade enorme de entrar na casa em que vivi. Tentei uma vez em 2002 mas o dono estranhou o pedido e recusou-se a abri-la para um estranho, o que não condeno. De novo, este ano, tentei mas ninguém atendeu. A TV Integração me filmou pela cidade recebendo o carinho das pessoas e fiquei feliz com a homenagem. É sempre um momento muito especial. Mesmo tendo vivido tão pouco tempo por lá, acho que só o amor pela ótima infância pode me explicar tantas lembranças vivas dentro de mim. Não sei quantas vezes mais voltarei à cidade, mas sempre terei orgulho. Os outros do Biquíni brincam comigo dizendo que ainda vou virar nome de rua por lá. Mal sabem eles que a rua 22 mora dentro de mim.